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Sem Guedes, ministros se reúnem para tratar de acordo dos precatórios

Sem avançar nesse acordo com CNJ e STF, Guedes pretende, paralelamente, tentar se encontrar com os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, faz palestra de encerramento do Seminário de Abertura do Legislativo de 2020

Larissa Rodrigues do CNN Brasil Business

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se reúnem nesta terça-feira (14) com o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, para voltarem a debater um acordo via Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para o parcelamento dos precatórios. A informação foi confirmada à CNN Brasil por ministros das duas Cortes.

Em agosto, uma resolução foi redigida pelo TCU visando que apenas menos da metade dos quase R$ 90 bilhões do pagamento dos precatórios previstos no Orçamento da União em 2022 fosse quitado no ano que vem e o restante ficasse para 2023. No entanto, após as manifestações de 7 de setembro, o acordo esfriou.

O problema é que apesar das tentativas de Guedes e dos ministros, o presidente do STF, Luiz Fux, está resistente a negociar com interlocutores do governo federal.

Segundo ministros ouvidos pela reportagem da CNN, Guedes tem ligado para eles na tentativa de marcar uma reunião. Mas os ministros e Fux, principalmente, pretendem adiar o encontro para a próxima semana, numa espécie de um teste para ver se o discurso mais ameno do presidente Jair Bolsonaro irá mesmo se manter até lá.

Sem avançar nesse acordo com CNJ e STF, Guedes pretende, paralelamente, tentar se encontrar com os presidentes do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). No Congresso, uma proposta de emenda à constituição que também pretende adiar o pagamento dos precatórios.

Agora, é o ministro da Economia, Paulo Guedes, quem tenta trazer o tema de volta à mesa de negociações. Isso porque o Palácio do Planalto conta com a abertura orçamentária para encaixar nas contas públicas a criação do projeto que pode substituir o Bolsa Família, o Auxílio Brasil.

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