Após empresa suspender emissão de carteiras de identidade no AC, Sejusp anuncia liberação de R$ 170 mil para pagar dívida — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre
Por Alcinete Gadelha

Cinco dias depois de a empresa Thomas Greg e Sons confirmar a suspensão da emissão de carteiras de identidade no Acre, a Secretaria de Segurança Pública (Sejusp) anunciou que deve liberar uma verba de R$ 170 mil à Polícia Civil para que o serviço seja retomado.

A emissão das carteiras está suspensa desde o dia 22 de julho, quando a empresa decidiu não fazer mais o trabalho alegando pelo menos nove meses de atraso e uma dívida do estado estimada em pelo menos R$ 750 mil.

O diretor jurídico da empresa, Gabriel Teixeira, explicou que foram expedidos ofícios diversas vezes, a direção sempre pedia mais prazo, mas não pagou nenhuma nota nos últimos nove meses.

A assessoria de comunicação da Sejusp informou que o recurso é extraordinário, mas não pode ser pago diretamente pela secretaria e deve aguardar os trâmites legais. Este teria sido o primeiro passo, para que seja retomado o atendimento que ainda não tem uma data prevista para ser normalizado.

O delegado geral de Polícia Civil, Josemar Portes, que assumiu o cargo na última sexta-feira (24), disse que ainda está se inteirando da situação e que a suplementação pode ser uma alternativa.

“Existe a possibilidade de uma suplementação orçamentária, sim. Esta é uma das estratégias e, sem dúvida, é uma forma de lidar com a situação. Mas, ainda não está materializada, estamos construindo ainda. Vamos solucionar isso o mais rápido possível” afirmou.

Além disso, Portes disse que ainda vai fazer contato com a empresa para apurar de fato o que aconteceu com o contrato, qual o valor devido e qual a quantidade de material que foi produzido nesse período.

“Ainda não me inteirei totalmente. Estou tomando conhecimento de todos os contratos, é uma série de situações. Realmente essa situação da emissão das carteiras é de nossa atribuição, mas ainda vou tratar com a empresa. Ainda não fui comunicado oficialmente. Mas, é inegável que há o contrato e temos que pagar pelo serviço. Só que vamos apurar o valor devido. Se está interrompido, nós vamos fazer todo trabalho que for necessário para retomarmos o serviço prestado à população ”, disse.

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