‘Minha família quer vir para o Brasil’, diz imigrante senegalês.
Atualmente, Acre abriga cerca de 245 imigrantes.

G1/AC

Secretário diz que distância impossibilita que imigrantes com o vírus cheguem ao Acre (Foto: Reprodução/TV Acre)
Secretário diz que distância impossibilita que imigrantes com o vírus cheguem ao Acre (Foto: Reprodução/TV Acre)

Entre os imigrantes que chegam ao Brasil pela fronteira do Acre, uma parte vem do continente africano, onde ocorre uma forte epidemia de ebola, vírus que já matou mais de mil pessoas e vem preocupando a comunidade internacional. Em Rio Branco, atualmente há cerca de 245 imigrante no abrigo. O secretário de Assistência Social, Antônio Torres, tranquiliza a população acreana, que vem recebendo imigrantes de 2010.

“Como a doença tem um poder de destruição muito forte e é muito rápida, qualquer pessoa que tivesse saído de uma dessas cidades da África e vindo para cá sem ter tido a assistência, eles não conseguiriam chegar. Então, é fora de qualquer cogitação alguma dessas pessoas que estejam aqui hoje e que foram acolhidas pelo estado tivessem o vírus ebola. A gente tira e descarta completamente essa possibilidade”.

Àqueles que conseguiram chegar em território brasileiro, mas que deixaram familiares na África, o sentimento é de preocupação. Uns se mostram mais tranquilos, pelo fato de nenhum caso de ebola ter sido registrado no Senegal.

“Eu estou muito preocupado, minha família ainda está no Senegal e a doença já chegou próximo à fronteira. Tenho medo da doença entrar no país, minha família quer vir para o Brasil”. diz o senegalês Dame Diop.

Já o senegalês Mohamed El Bachir, diz que não está preocupado, pois ainda não tem notícia que o vírus tenha chegado ao seu país de origem.”Talvez o ebola tenha chegado próximo à fronteira, mas ainda não tenho notícias sobre foco no Senegal e, por enquanto, isso não me preocupa”, enfatiza.

Colaborou Evely Dias, da TV Acre.

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