Destaque-PoliticaDa Redação, com Ac24horas

Está definida para a próxima terça ou quarta-feira, a realização de um encontro entre os governadores do Acre, Sebastião Viana (PT), e de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), além do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT). O objetivo é discutir soluções para a recepção e acolhimento dos imigrantes que entram ilegalmente no Brasil.

Sem acordo, e repleta de críticas, as atitudes dos dois Estados têm causado forte polêmica em ambos os departamento. Sem saber como proceder, os líderes se encontrarão no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), no intuito de prover política conjunta para digno tratamento aos haitianos e senegaleses que cortam as fronteiras.

O fato é que enquanto os imigrantes estavam no Acre, as autoridades federais pareciam pouco se importar com a situação. Em tempo, se fez necessário tomar a atitude de encaminhar todos os estrangeiros para longe do Acre, onde receberiam, talvez, um atendimento mais humano, legal e salubre.

Após os episódios que tratam de um processo judicial assinado pelos advogados de Sebastião Viana (PT), contra a secretária de Justiça e Defesa da Cidadania do governo de São Paulo, Eloisa de Souza Arruda, por danos morais, que tratam de uma indenização por danos no valor de R$ 40 mil, a situação ficou ainda mais complicada. Frente a esta situação, a informação que se tem é de quem as reunião dos governantes dos dois Estados serão realizadas separadamente.

Pelo menos de acordo com o Secretário de Direitos Humanos do Acre, Nilson Mourão, em entrevista a um canal de TV fechada, as condições do abrigo montado em Brasiléia, na fronteira do Acre, fechado há duas semanas, eram insalubres e não tinha condições de abrigar os haitianos por mais tempo. Após a decisão de interditar, e desmontar os abrigos da fronteira acreana, um novo espaço foi disponibilizado pelo governo estadual, em Rio Branco, mas já se pensa em outro local para abrigar os estrangeiros, uma vez que o Parque de Exposições da cidade deverá ser desocupado nos próximos meses, visto que será palco da maior feira agropecuária do Acre.

Após participar de uma reunião no Palácio do Planalto, sede do Executivo Federal, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, concedeu entrevista afirmando que o que o governo brasileiro quer “estimular a entrada regular de haitianos com visto no Brasil”. De pronto, será lançada e realizada, no Haiti, uma campanha para estimular a legalização.

Mesmo sem divulgar de que forma será feita a campanha, o ministro contrariou a informação de que os imigrantes receberiam o benefício do Bolsa Família. Contudo ele ratificou o acesso à “assistência social em geral”.

Não bastasse todos esses problemas, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo Machado, reafirmou que Itamaraty ampliou em dez vezes a capacidade de emissão de vistos no Haiti.

“Queremos que os haitianos venham garantindo a entrada normal e não precária, passando na mão de quadrilhas” ou coiotes, de forma desorganizada, como está acontecendo hoje, segundo Figueiredo. O ministro negou, no entanto, que exista uma política de incentivo à vinda de haitianos para o Brasil. Negou ainda que o governo brasileiro vá colocar à disposição dos haitianos qualquer tipo de transporte para trazê-los para o Brasil, afirmou o ministro ao Estadão.

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