O secretário de estado de segurança pública, Emylson Farias, durante coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (30), na sede Divisão de Investigações Criminais (DIC), em Rio Branco, disse que dos 40 assassinatos ocorridos no Acre nos primeiros 27 dias deste ano, 80% foram execuções motivadas por confronto entre facções rivais que duelam o controle pelo tráfico de drogas. Farias afirmou que a situação pode ficar cada vez pior.

“O principal responsável pela questão da segurança no estado do Acre somos nós, as forças policiais. Mas é uma realidade que se a gente não prestar atenção, daquilo que a gente vem dizendo há algum tempo, daqui 10, daqui 20 anos nós vamos estar muito pior do que a Colômbia do Pablo Escobar. Não tenho dúvidas disso”, disse o secretário.

Sobre a prisão de André Martins, que confessou ter decapitado, esquartejado e enterrado a jovem Débora Bessa no início desse mês, Farias esclareceu que o homem cumpria pena por tráfico de drogas no presídio da capital e ao passar para o regime semiaberto não retornou mais à penitenciária e ainda decidiu praticar o bárbaro crime. De acordo com o secretário, o acusado deve ficar preso no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).

“Pra quem pratica esse tipo de crime, certamente a gente vai colocar no RDD, no isolamento, e vamos buscar na Justiça o máximo de tempo para ele ficar no RDD, no isolamento. Vamos conversar ainda com a Justiça e com o Ministério Público para ele ficar pelo menos 2 anos sem visitas íntimas”, concluiu Emylson.

Folha do Acre

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