Nome de vítima não foi divulgado pela Secretaria de Saúde.
Cidade registrou mais de 24 mil casos suspeitos de dengue este ano.

G1

A Secretaria de Saúde Municipal de Cruzeiro do Sul (AC) confirmou nesta sexta-feira (21) a morte de uma pessoa por dengue no município. Este é o primeiro caso de morte por dengue registrado na cidade. A pessoa, que não pode ter os dados divulgados, morreu no início do mês de novembro com os sintomas de dengue grave, conhecida como dengue hemorrágica. Outros cinco casos de morte por suspeita de dengue estão sendo analisados em Cruzeiro do Sul. Até esta sexta-feira (21) foram registrados 24.606 casos suspeitos de dengue e 13.398 positivos.

De acordo com a secretária de Saúde Lucila Bruneta, um laboratório particular já havia diagnosticado a morte por dengue no início do mês, mas como o Ministério da Saúde aceita apenas resultados de laboratórios públicos, apenas agora a secretária pode confirmar a morte em razão da doença.

“Foi feita a coleta do material, do sangue, e enviada para sorologia. Mesmo que a pessoa faça o exame em laboratório particular é necessário que seja feito em laboratório público, aí o Ministério da Saúde aceita. Essa mesma amostra foi enviada para Belém para diagnosticar o tipo de vírus da dengue que circula, pois até agora só foi diagnosticado o tipo 1, e como houve uma morte é importante a gente ver se existe outro vírus circulando na cidade”, relatou a secretária.

De acordo ela, a vítima da doença não chegou a ser atendida em nenhuma das unidades do município, apenas no Hospital Dermatológico, outro ponto de referência para o atendimento às vítimas de dengue. Bruneta ressalta a importância da procura pelo atendimento nos primeiros sintomas apresentados.

“Essa pessoa consultou no dermatológico. É importante que as pessoas procurem os postos de saúde nos primeiros sintomas, quero esclarecer que a consulta da dengue é uma consulta demorada, pois temos que fazer primeiro o exame de malária, depois fazer a notificação, depois a prova do laço, em seguida o hemograma e a consulta médica que também tem que ser demorada, mas todos devem procurar o atendimento médico”, explicou a secretária de saúde.

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