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Salgado Filho retomará embarque e desembarque na segunda-feira

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O Aeroporto Internacional Salgado Filho, de Porto Alegre, retomará – a partir de segunda-feira (15) – os embarques e desembarques e o controle de segurança no terminal de passageiros. Desde 27 de maio, essas operações em voos comerciais estão sendo realizadas em um shopping de Canoas, município da região metropolitana da capital gaúcha, para pousos e decolagens na Base Aérea de Canoas.

O objetivo, segundo a Fraport Brasil, é dar mais agilidade aos procedimentos de embarque, desembarque e inspeção de segurança de um volume maior de passageiros de voos comerciais.

No entanto, em um comunicado público, a concessionária do aeroporto ressaltou que as operações de chegada e partida das aeronaves seguirão ocorrendo na base militar de Canoas, localizada a aproximadamente 10 km de distância do Salgado Filho.

Novas operações

A partir de 15 de julho, o terminal de passageiros do Aeroporto Internacional Salgado Filho funcionará diariamente de 6h às 21h.

Para embarque e desembarque, a administração usará temporariamente a parte do terminal de passageiros (nos pisos 2 e 3) que não foi impactada pelas enchentes de maio.

O passageiro deverá se apresentar no aeroporto com uma antecedência de três horas do horário previsto para o seu voo. O processo de embarque se encerrará 1h30 antes da decolagem. Após este período, não será possível ingressar na sala de embarque.

A estrutura foi adaptada para que seja utilizada a área internacional, tanto no procedimento de check-in  – realizado pela companhia aérea para a identificação do passageiro, despacho de bagagens e a emissão de cartão de embarque  –  quanto no embarque.

A Fraport Brasil estabeleceu que o acesso ao terminal de passageiros deverá ser feito pela rampa externa que leva ao piso 2, e o ingresso será apenas pelas portas 5 e 6. O processo de check-in e despacho de bagagem será feito na área do check-in internacional.

Após essa etapa, os passageiros deverão subir ao piso 3 e usar a área de embarque internacional para a inspeção de segurança. Neste ambiente, deverão seguir a sinalização para se dirigir aos ônibus que os levarão à Base Aérea de Canoas para o embarque.

Na outra ponta, os passageiros que desembarcarem em Canoas serão transportados até o Aeroporto de Porto Alegre de ônibus. Todos deverão descer na estação de ônibus do Salgado Filho e, em seguida, vão retirar as bagagens.

A Fraport Brasil informou que nenhum passageiro pode se deslocar diretamente até a Base Militar ou sair de lá sem o acompanhamento das equipes da concessionária e da empresa aérea, neste trajeto: aeroporto-Base Aérea (e vice-versa).

Serviços disponíveis

Alguns serviços de alimentação estarão disponíveis de forma adaptada para atender à demanda de passageiros na praça de alimentação e na sala de embarque do aeroporto de Porto Alegre.

Para veículos, o estacionamento 2, administrado por empresa privada, estará disponível com tarifas especiais. As empresas de transporte turístico no estado estarão com um balcão de atendimento na estação de ônibus do aeroporto, bem como as locadoras de veículos.

Suspensão

A retomada do check-in nas instalações do aeroporto ocorre após mais de dois meses do fechamento, em 3 de maio, devido ao alagamento de parte do principal aeroporto do Rio Grande do Sul, causado pelos temporais de abril e maio..

As operações de pouso e decolagem no Salgado Filho seguem suspensas por tempo indeterminado, por decisão da empresa. No entanto, o ministro da Secretaria Extraordinária da Presidência da República de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta, estima que a reabertura total do aeroporto da capital gaúcha ocorra na segunda quinzena de dezembro deste ano, mas a previsão dependeria da conclusão da análise sobre as condições da pista de pouso e decolagem.

Em meados de junho, o terminal de cargas do aeroporto de Porto Alegre voltou a operar. Porém, o transporte aéreo de cargas ainda não foi restabelecido devido à suspensão, em maio, de voos comerciais por tempo indeterminado.

Fonte: EBC GERAL

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Tim, Vivo e Oi são multadas em quase R$ 5 milhões por propaganda enganosa sobre 5G

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Secretaria Nacional do Consumidor concluiu que empresas não informaram clientes da forma adequada quando ainda ofereciam versão limitada do 5G. Claro também foi multada pelo órgão em maio.

Os desafios para a expansão da rede 5G no Brasil. Foto: Reprodução/TV Globo

As operadoras de telefonia Tim, Vivo e Oi foram multadas em R$ 4.797.156,33, ao todo, por veicularem propagandas enganosas sobre internet 5G. A decisão foi tomada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O valor da multa varia para cada operadora, considerando a condição econômica de cada empresa e a gravidade das infrações, informou a Senacon nesta terça-feira (23). A Tim foi penalizada em R$ 2 milhões; a Vivo, em R$ 1,4 milhão; e a Oi, em R$ 1,33 milhão. Em maio, a Claro já tinha sido multada em R$ 922 mil.

Segundo a secretaria, consumidores foram induzidos ao erro por acreditarem que poderiam usar o 5G completo, quando, na verdade, as operadoras ofereciam tecnologias mais limitadas, conhecidas como DSS (sigla em inglês para “compartilhamento dinâmico de espectro”) e “refarming”.

Neste caso, o serviço aproveita a rede 4G para oferecer qualidade próxima à do 5G, mas sem todos os benefícios da versão conhecida como “standalone”, que oferece mais velocidade e um baixo tempo de latência.

Ao não explicarem corretamente sobre a versão do 5G que estava sendo usada, as empresas violaram normas do Código de Defesa do Consumidor que tratam sobre clareza e veracidade de informações veiculadas, avaliou a Senacon.

A decisão prevê que as operadoras deverão depositar o valor de suas multas no Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD). As empresas podem recorrer em um prazo de até dez dias.

Entenda o que muda com o 5G — Foto: Kayan Albertin/g1

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Pantanal: incêndios em 30 áreas foram provocados por ação humana, apontam PF e Ibama

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Polícia Federal apura o que provocou início dos incêndios no Pantanal. O fogo já consumiu uma área equivalente a 790 mil campos de futebol neste ano.

Fotógrafo Araquém Alcântara registrou destruição causada pelo fogo no Pantanal. Foto: Araquém Alcântara

Por José Câmara

Agentes da Polícia Federal (PF) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) identificaram que ao menos 30 incêndios no Pantanal de Mato Grosso do Sul foram provocados por ação humana só neste ano. Após ter chegado a zero, o número de focos voltaram a subir na região. Nesta segunda-feira, 61 pontos de calor foram registrados por satélites.

As informações foram obtidas após peritos técnicos da PF e do Ibama irem até os pontos de ignição – esses pontos são locais com temperatura mínima em que ocorrem uma combustão, e podem se tornar incêndios. Foi apurou que o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) tem 11 inquéritos abertos para apurar as autorias dos incêndios na região pantaneira.

Por meio de imagens de satélites e da perícia em campo, a PF conseguiu constatar resultados da ação humana. Os responsáveis pelos incêndios podem responder criminalmente e ter que pagar pela recuperação das áreas. Conforme a perícia técnica, os ventos ajudaram a espalhar as chamas por outras propriedades privadas.

As informações coletadas serão encaminhadas ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que deve abrir inquéritos civis de investigação.

Fonte: BDQueimadas/Inpe

O fogo consome o bioma há mais de três meses. Mais de 794 mil hectares foram destruídos, o que deixa um rastro de devastação ambiental e morte de animais. Para se ter uma dimensão, a área completamente destruída representa um pouco mais de 5% de todo o território pantaneiro. Os dados são do programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Dos 30 locais apurados pela PF, 12 sobrepõe áreas de fazendeiros no Pantanal, que são investigados pelo Ministério Público por serem proprietários de imóveis rurais de onde começaram focos de incêndios que afetaram o bioma.

Segundo o órgão, as causas do fogo ainda não foram identificadas e caso seja provado que houve incêndio intencional, os proprietários podem responder por crime ambiental.

A investigação primária foi feita pelo Ministério Público do Mato Grosso do Sul em um grupo criado para apoiar nas investigações sobre incêndios ilegais no Pantanal. Os promotores atuam com a ajuda de satélites que monitoram e identificam os pontos de fogo.

Um destes 12 incêndios começou após pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) perderem o controle das chamas durante uma queima científica. Segundo apurado, a insituiçao realizava a pesquisa justamente para entender a dinâmica do fogo no bioma.

O incêndio foi provocado durante estudo do Núcleo de Estudo do Fogo em Áreas Úmidas (NEFAU), no dia 10 de maio deste ano, na fazenda Campo Enepê, em Corumbá (MS). Conforme relatório da própria pesquisa, as chamas apresentaram “comportamento mais dinâmico” e saíram do controle.

Outro grande incêndio começou em uma fazenda que perdeu o controle do fogo durante o manejo de abelhas. Após a perícia técnica, investigadores foram à propriedade suspeita ouvir testemunhas.

A fazenda suspeita é um dos exemplos de ponto de ignição – local com temperatura mínima em que ocorre uma combustão. Um ponto de ignição pode se tornar um incêndio florestal. A Polícia Civil apurou que o fogo começou no fim da semana passada após um produtor rural tentar retirar mel de uma colmeia, manejar as abelhas com fogo e perder controle das chamas.

Provocar incêndios em matas e florestas é uma infração e crime ambiental. Além da autuação, a pessoa pode ser multada e presa, cumprindo pena de mais de cinco anos de reclusão.

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‘Quem se assustou que tome chá de camomila’, reage Maduro após Lula manifestar preocupação com eleições na Venezuela

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Sem mencionar o presidente brasileiro diretamente, mas utilizando termo usado por ele, Maduro afirmou que ‘não disse mentiras’

Os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo/ 29-05-2023

Por AFP — Caracas

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reagiu nesta terça-feira à preocupação expressada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre as eleições de domingo no país. Na segunda-feira, Lula disse ter ficado “assustado” com a ameaça feita por Maduro de um possível “banho de sangue” caso saia derrotado pela oposição, que lidera as pesquisas de intenção de voto.

— Eu não disse mentiras. Apenas fiz uma reflexão. Quem se assustou que tome um chá de camomila — declarou Maduro, sem mencionar expressamente Lula, mas citando o mesmo termo usado por ele. — Na Venezuela vai triunfar a paz, o poder popular, a união cívico-militar-policial perfeita.

Recentemente, Lula se mostrou preocupado sobre o futuro do país vizinho:

— Fiquei assustado com a declaração do Maduro dizendo que se ele perder as eleições vai ter um banho de sangue. Quem perde as eleições toma um banho de voto, não de sangue — afirmou Lula durante uma coletiva de imprensa com agências internacionais em Brasília. — O Maduro tem que aprender, quando você ganha, você fica, quando você perde, você vai embora. Vai embora e se prepara para disputar outra eleição.

O “banho de sangue” faz referência ao ‘Caracazo’, um levante social que deixou milhares de mortos em fevereiro de 1989, segundo denúncias, embora o balanço oficial tenha sido de 300 vítimas. O episódio foi usado como justificativa para a insurreição liderada pelo antecessor e padrinho político de Maduro, Hugo Chávez (1999-2013), em 4 de fevereiro de 1992. Apesar do fracasso do movimento, o episódio deu início à popularidade meteórica de Chávez no país.

— Eu disse que se, negado e transmutado, a direita extremista (…) chegasse ao poder político na Venezuela haveria um banho de sangue. E não é que eu esteja inventando, é que já vivemos um banho de sangue, em 27 e 28 de fevereiro — manifestou Maduro. — Eu prevejo para aqueles que se assustaram que na Venezuela vamos ter a maior vitória eleitoral da História.

A principal força contra Maduro nas eleições é o diplomata Edmundo González Urrutia, candidato da principal aliança opositora. Ele é o substituto da líder da oposição María Corina Machado, que venceu as primárias com mais de 90% dos votos, mas foi impedida pela Justiça de exercer cargos públicos por 15 anos — sanção também usada contra outros políticos que manifestaram apoio à oposição

Amorim

Nesta terça-feira, o assessor para assuntos internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, afirmou ao GLOBO que Maduro deve aproveitar a oportunidade, nas eleições que acontecerão no próximo domingo, e mostrar que a democracia no país está consolidada. Amorim será o enviado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para acompanhar as eleições venezuelanas. Também estarão no país dois observadores do Tribunal Superior Eleitoral.

Amorim ainda ressaltou que, se tudo correr normalmente, não há razão para sanções contra o governo venezuelano, como as aplicadas pelos Estados Unidos.

— O Brasil dá grande importância à eleição na Venezuela. Será uma ocasião de demonstrar que a democracia está consolidada e que não há razão para sanções. Por isso, confiamos que o governo venezuelano tomará todas as providências para garantir que as coisas corram dessa maneira — disse.

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