Na última quinta-feira, 13, Manoel deveria ter voltado à maternidade para uma nova consulta, mas a família foi informada de que a médica que iria atendê-lo havia entrado de férias e a consulta estava desmarcada.

Por Leônidas Badaró

O pequeno Manoel Batista de Souza Neto Filho ainda vai completar um mês de vida, mas já pode ser chamado de guerreiro.

Assim que nasceu, diagnosticado com um problema no intestino, precisou passar por uma cirurgia de colostomia, que é uma abertura na parede abdominal, na qual se liga uma terminação do intestino, para que Manoel consiga eliminar fezes e gases.

Alguns dias depois da cirurgia, a criança recebeu alta da Maternidade Bárbara Heliodora e foi encaminhada para casa. Na última quinta-feira, 13, Manoel deveria ter voltado à maternidade para uma nova consulta, mas a família foi informada de que a médica que iria atendê-lo havia entrado de férias e a consulta estava desmarcada.

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A criança teve uma piora em seu quadro de saúde por conta da baixa do nível glicêmico e os pais, desesperados, a levaram para o pronto-socorro.

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O pai, Geovane da Silva, afirma que desde que o filhou chegou ao PS, ainda na tarde de quinta-feira, 13, o filho não é atendimento por um médico. “Colocaram soro no meu filho e disseram que não iriam transferir para o Hospital da Criança porque não tinha leito. Meu filho tá aqui na sala da pediatria, quando a gente sabe que aqui no Pronto-Socorro não é o lugar para uma criança cirurgiada ficar”.

Foto: cedida pela família

Geovane apela para a transferência do filho. “Eu não preciso ser médico pra saber que aqui não é lugar para um recém-nascido que fez uma cirurgia ficar. Se eles mesmos dizem que aqui não é lugar para ninguém ficar internado, tanto que eles vêem aqui me dizer que ainda não transferiram porque não tem leito no Hospital da Criança”.

Por conta do horário da denúncia feito pelo pai do paciente, a reportagem não obteve uma resposta da unidade de saúde. O espaço está aberto para os devidos esclarecimentos.

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