As imagens foram gravadas no Cemitério Jardim da Saudade, que fica na Parte Alta de Rio Branco.

Grupo deu salva de tiros em despedida de Adriel da Silva, morto em confronto com o Bope em Rio Branco — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre
Por Iryá Rodrigues

A Justiça condenou quatro pessoas a penas que, somadas, ultrapassam 40 anos de prisão, em regime inicial fechado. Segundo denúncia do Ministério Público, o grupo teria participado de uma salva de tiros durante o enterro de Adriel da Silva, de 20 anos.

Silva foi morto no dia 10 de fevereiro deste ano durante um confrontocom o Batalhão de Operações Especiais (Bope).

Em um vídeo, que viralizou nas redes sociais, membros da organização criminosa na qual Silva participava aparecem com armas de fogo atirando diversas vezes para cima. As imagens foram gravadas no Cemitério Jardim da Saudade, que fica na Parte Alta de Rio Branco.

No vídeo, aparecem parentes, familiares e amigos de Silva. Há também entre o grupo crianças, mulheres e idosos. Além dos tiros, é possível ouvir também fogos de artifícios.

Grupo foi denunciado após dar salva de tiros durante enterro em Rio Branco — Foto: Reprodução

Em março deste ano, uma operação da Polícia Civil cumpriu 12 mandados judiciais em bairros da Parte Alta de Rio Branco e os alvos eram os suspeitos de aparecem no vídeo. Naquele dia, quatro pessoas, que não tiveram os nomes revelados, foram presas pelos crimes de disparo de arma de fogo e participação em organização criminosa.

Foi a partir das informações coletadas nos aparelhos celulares e anotações apreendidos na operação, que a polícia chegou aos suspeitos que foram denunciados pelo Ministério Público.

O grupo teve uma audiência de instrução no dia 2 de setembro por videoconferência, por conta da pandemia do novo coronavírus. A sentença da Vara de Delitos de Organizações Criminosas da Comarca de Rio Branco foi divulgada na última segunda-feira (28) pelo Tribunal de Justiça do Acre.

Entre os acusados estão Matheus Costa Albuquerque, que foi condenado a mais de 11 anos e 248 dias-multa; Anderson dos Santos Lopes, condenado a mais de 9 anos e também 248 dias-multa; Célia Lima Neri que foi condenada a mais de 11 anos e 305 dias-multa; e Daiane de Paula Rodrigues que pegou mais de 11 anos de condenação e 248 dias-multa. Todas as penas devem ser cumpridas em regime inicial fechado.

Conforme o processo, as defesas de Célia e Daiane já recorreram da decisão para tentar reduzir a pena. a reportagem não conseguiu contato com os advogados dos condenados.

Na decisão, o juiz Robson Aleixo destacou que a presença de menores na facção criminosa e o emprego de arma de fogo resultaram no aumento da pena dos denunciados. Segundo o magistrado, a disputa pelo controle do tráfico de drogas está diretamente relacionada ao aumento das execuções.

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