Na entrada do Distrito de Jaci Paraná, a 90 km de Porto Velho, a estrada é de chão batido e os motoristas precisam reduzir a velocidade para não cair nos buracos.

Vários trechos da BR-364 ainda se encontram em péssimas condições
Vários trechos da BR-364 ainda se encontram em péssimas condições

Agência ContilNet

Quase cinco meses depois da cheia histórica do rio Madeira, o repórter João Ricardo (Sistema Gurgacz de Comunicação) viajou quase 230 quilômetros pela BR-364 sentido Porto Velho/ Rio Branco para mostrar as condições da única estrada que liga os dois estados (Acre e Rondônia) e relatar histórias de motoristas que levam 10 horas ou até 24 horas para realizar o trajeto que antes era feito em cinco horas.

Na entrada do Distrito de Jaci Paraná, a 90 km de Porto Velho, a estrada é de chão batido e os motoristas precisam reduzir a velocidade para não cair nos buracos. Ao longo da estrada é possível encontrar pedaços de pneus, peças de caminhão e carros parados por causa dos buracos.

Confira o vídeo que retrata as condições da BR

Os motoristas precisam de cautela para fazer o que antes era um simples trajeto. “Só na região do Distrito de Jaci nós estiamos o aumento de duas horas no trajeto. Antes se fazíamos em pouco mais de uma hora, hoje não se faz menos que três”, relata um motorista de caminhão.

Prejuízos para os caminhoneiros e para motoristas de carro de passeio. Rogério Aguiar dos Santos, teve prejuízo de quase R$ 500 reais após cair com o seu automóvel em um buraco. Ele levou 24 horas para chegar ao destino final, Rio Branco. “Sai de Porto Velho ás 7 horas da manhã de ontem. Cai num buraco e quebrei a caixa do carro. Estou saindo agora da oficina com prejuízo de R$ 500 reais que saiu do meu bolso”, relatou.

Visivelmente indignado com as condições da estrada, o motorista desabafa. “A gente paga nossos impostos e não temos retorno de estrada. Já basta o que pagamos com documento de carro, quitado em dias, mais não se ver resultado quando o assunto é trafegabilidade nessa estrada. Pior é saber que os governantes não ligam para esse problema”, disse ele ressaltando os riscos de acidentes que podem correr no trajeto.

Ao longo do trecho percorrido pelo jornalista e sua equipe, nenhuma máquina do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) foi encontrada recuperando a estrada ou os pontos mais críticos.

Em contato com a assessoria de comunicação do departamento, eles informaram que o chefe responsável para falar sobre as condições da BR-364 estava de férias e ninguém comentou sobre o assunto. A reportagem foi exibida essa semana.

Veja o vídeo:

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