Praticamente todos os municípios do Acre (95,4%) poderão ter acesso facilitado às armas de fogo. O presidente Jair Bolsonaro quer normatizar ainda esta semana a posse do armamento em decreto que levará em conta a proporção de mortes violentas por 100 mil habitantes. No Acre, os homicídios somam 63 casos por 100 mil/h, situação que prevalece também nos municípios.

Mas não é só o Acre: a maior parte dos Estados do Norte e Nordeste, por exemplo, veria uma grande parcela das suas cidades serem afetadas por regitrarem indices altos de mortes violentas. Em Pernambuco, por exemplo, 95,7% dos 185 municípios poderão ter acesso facilitado a armas. Alagoas (92%), Pará (90%), Sergipe (89%), Ceará (88,5%) e Amapá (87,5%) se juntam ao Acre entre os percentuais mais elevados para acessar armas.

As cidades que poderão ter as regras alteradas, além de compreender parcela significativa da população, concentram 94% dos homicídios. Na outra ponta, São Paulo (36,1%), Piauí (39,2%) e Santa Catarina (40%) têm a menor proporção de cidades violentas. A cidade de São Paulo seria a única capital a não ser englobada pela medida.

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