Cerca de 500 famílias devem ser atendidas pelo Programa Famílias Fortes no estado do Acre. As ações, que serão implementadas, estão previstas em um Termo de Execução Descentralizada (TED) assinado pela Secretaria Nacional da Família, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (SNF/MMFDH), e o Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia do Acre (Ifac).

Com a retomada das ações no estado, o programa será expandido para todas as regionais. Por meio do acordo, devem ser adquiridos equipamentos de projeção, notebooks e materiais de consumo. Também serão custeadas bolsas para a equipe responsável pela gestão e implantação do Famílias Fortes na região.

O programa Famílias Fortes apresenta uma proposta de intervenção junto às famílias ao atuar na construção e no fortalecimento dos vínculos familiares, entendidos como fatores de proteção.

“É extremamente importante trabalhar a família em relação à convivência intrafamiliar. Esse programa desenvolvido pela Secretaria Nacional da Família utiliza estratégias de atendimento em grupo para promover relacionamentos saudáveis no âmbito da família”, disse a titular da SNF, Angela Gandra.

O projeto

O Projeto-Piloto Famílias Fortes consiste em uma metodologia de sete encontros semanais voltados para famílias com filhos entre 10 e 14 anos. Seu objetivo é promover o bem-estar dos integrantes da família com o fortalecimento dos processos de proteção e construção de resiliência familiar e a redução dos riscos relacionados a comportamentos problemáticos.

As atividades ocorrem em dois momentos. No primeiro deles, os pais e responsáveis se reúnem em uma sala e os filhos de 10 a 14 anos em outra. Os adultos são ensinados a esclarecer as expectativas com base nas normas de desenvolvimento de crianças e adolescentes, a usar práticas disciplinares apropriadas, a gerenciar emoções fortes em relação aos filhos e a se comunicar de maneira eficaz. Já os filhos aprendem habilidades para a interação pessoal e social, como ter metas que deem sentido à vida, seguir regras, reconhecer as dificuldades e qualidades dos pais, lidar com a pressão dos amigos, saber identificar modelos positivos e ajudar os outros.

Já na segunda parte do encontro, pais e filhos se reúnem numa mesma sala onde praticam as habilidades que aprenderam. Eles trabalham na resolução e comunicação de conflitos e se envolvem em atividades para aumentar a coesão familiar e o envolvimento positivo dos filhos na família.

Para a condução dos encontros, os facilitadores dispõem de um manual com detalhes de todas as atividades e de vídeos que abordam os temas a serem trabalhados com as famílias.

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