Luis Carlos Ferreira, tinha um relacionamento com a vítima e não aceitou o fim do romance - Foto: Alexandre Lima/arquivo
Luis Carlos Ferreira, tinha um relacionamento com a vítima e não aceitou o fim do romance – Foto: Alexandre Lima/arquivo

Da redação, com Ana Paula/MP

Será levado a júri popular nesta segunda-feira (19), em Brasileia, Luiz Carlos Ferreira, o ex-companheiro da jovem Cristiane Maria Prudente, que foi morta a tiros e teve o corpo carbonizado no aterro sanitário da cidade em julho de 2011. O julgamento do caso conhecido como “Caso Lixão” será realizado no Fórum Edvaldo Abreu de Oliveira.

O comparsa de Luiz Carlos, Jonathan Wendell Ribeiro Rodrigues, foi julgado e condenado em março deste ano a 17 anos, um mês e dez dias de reclusão em regime fechado, como incurso nas penas do artigo 121, parágrafo 2º, inciso I (torpe) e artigo 211 (destruir, subtrair ou ocultar cadáver ou parte dele).

Entre as denúncias, o MPAC acusa Luiz Carlos, assim como acusou Jonathan Wendell, por homicídio qualificado e por ocultação de cadáver. Segundo a denúncia, o assassinato foi arquitetado por Luiz Carlos, que tinha um relacionamento amoroso com a vítima e não se conformava com o fim da relação.

Jonathan Wendell, que trabalhava com magia negra, foi contratado por Luiz Carlos Ferreira para auxiliar no crime em troca de uma motocicleta.

Luiz Carlos seria julgado junto com Jonathan Wendell, mas seu advogado de defesa, Francisco Valadares Neto, ingressou com novo pedido de adiamento, alegando problemas de saúde. Com isso, o processo foi desmembrado e apenas Jonathan Wendell foi julgado.

O julgamento terá início a partir das 8h da manhã, sem previsão para término.

Entenda o caso

Cristiane Maria Prudente tinha 20 anos na época do crime. Ela foi executada e queimada no aterro sanitário da cidade de Brasileia, cerca de 267 quilômetros de Rio Branco, no dia 31 de julho de 2011. Os acusados pelo crime são Luiz Carlos Ferreira, ex-companheiro da vítima, e o comparsa dele, Jonathan Wendell Ribeiro Rodrigues, apelidado de ‘ferrugem’.

O crime teve origem por conta do ciúme possessivo de Luiz Carlos, que não aceitava o fim do relacionamento, proposto pela jovem, em decorrência da desgastada convivência do casal. Luiz Carlos conheceu Jonathan Wendell quando procurou seus serviços de magia negra para fazer com que Cristiane aceitasse reatar a relação.

De acordo com o inquérito policial da Polícia Civil, Luiz Carlos e Jonathan Wendell planejaram a morte de Cristiane ainda por duas vezes, mas os planos falharam.

Na terceira tentativa, Luiz Carlos passou o dia ingerindo bebida alcoólica com Cristiane e, à noite, juntamente com Jonathan Wendell, a levou para o lixão, onde ocorreu o crime.

Cristiane foi executada a tiros de revólver e, em seguida, teve o corpo envolvido em um cobertor encharcado de combustível – que foi incendiado.

Jonathan Wendell disse ter recebido uma motocicleta para manter a versão de Luiz Carlos, de que a vítima tinha desaparecido com um homem em uma motocicleta. Pertences de Cristiane e o revólver foram jogados no rio, mas achados durante a investigação da polícia.

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