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Por que o governo Gladson Cameli não decola? A pergunta de bilhões de reais

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Governador do Acre, Gladson Cameli – Foto: Alexandre Lima

Um Diário Oficial recheado de dispensas de licitações para a saúde, falta de fio para sutura (para costurar cortes) nos hospitais, falta de equipamentos, sorteios de leitos com suporte de oxigênio para pacientes oncológicos em estágio grave para saber quem vive ou quem morre no Hospital do Câncer do Acre, uma violência banalizada em frases de efeito do secretário de Segurança e a barbárie entrando para o quesito normalidade em forma do depoimento do pai que não esperou por perícia ou polícia para encontrar o corpo esquartejado do filho de 16 anos em Manoel Urbano.

São só 15 dias do segundo ano de governo Cameli e já tivemos 22 mortos de forma bárbara, uma fila de espera por cirurgias que aumenta alarmantemente e também a instabilidade política exemplificada no ‘cai cai’ de Ribamar Trindade da Casa Civil, mostrando uma mistura de falta de habilidade, com total falta de estabilidade ou ausências de remédios calmantes para toda a alta cúpula do governo, que é formada por alguns conhecidos com nomeações e alguns vultos ocultos de quem se ouve falar que manda mais que o “Rei Sol”. Se a cúpula não funciona os resultados são fáceis de serem vistos nas estatísticas de mortos ou saúde pública precária e sem rumo.

No dia seguinte ao se ouvir o depoimento de Josiney Alves de Lima contando que nem os 2 quilômetros de distância que separavam a perna do adolescente das outras partes do corpo o impediu de procurar os restos mortais do filho para um enterro digno, o Diário Oficial trouxe mais uma super nomeação de R$ 16 mil para a nora do deputado Luiz Tchê (PDT) que é da base dos aliados que não são tão aliados assim, sendo, portanto, da base dos que só são leais a eles mesmos. É a velha política-partidária imperando enquanto a sociedade agoniza de medo, dor e decepção por não ter visto ainda as mudanças tão anunciadas. Infelizmente, do mesmo jeito que Josiney não achou a cabeça decepada do filho de 16 anos, morto barbaramente em Manoel Urbano, não há indícios de que o governo vá se achar. Impossível imaginar politicamente dando certo um governo onde duas secretárias se recusam a sentar na mesma sala, como acontece com a secretária da Fazenda, Semirames Dias, e a de Planejamento, Maria Alice.

O governo Cameli não deu certo ainda. Não decolou o governo Gladson junto com o jatinho alugado de uma empresa amazonense no valor de R$ 5,1 milhões por 288 horas de voo, onde pagará a bagatela de R$ 18 mil por cada hora voada. Não se sabe quantas vezes o jatinho do Cameli decolou, nem com quem ou para que, mas sabe-se quantas vezes o governo fracassou em sua política de segurança pública conduzida por um coronel que teve a ousadia de prometer em 1º de janeiro de 2019 que em 10 dias devolveria a sensação de paz aos acreanos e marcado por trocas de comandantes na Polícia Militar que atualmente vive de barreira em barreira enquanto o número de mortes violentas sob drasticamente.

Enquanto as ruas são tomadas de sangue, a saúde padece de falta de insumos básicos, o governo segue sem rumo, como um barco à deriva, nomeando velhos jogadores de xadrez, subutilizando nomes como Tião Bocalom e deixando o homem como a ‘terceira pessoa depois de ninguém’, exonerando pessoas competentes como Thiago Caetano para agradar um grupinho do velho MDB. Cruel ver a superintendência, que dizem ser interina, da Fundacre, cair no colo do genro do deputado José Bestene (PP) e o velho “China”, a quem é atribuído o cargo de exímio operador, emplacar a irmã com alto salário para a mesma unidade de saúde, após ter sido chamada de incompetente na UPA da Sobral.

*Gina Menezes

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Nova frente fria chega ao AC nesta semana e temperatura atingirá 18ºC, diz Friale

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Pesquisador Davi Friale – Foto: Alexandre Lima/Arquivo

O pesquisador Davi Friale divulgou em seu site O Tempo Aqui, nesta segunda-feira (10), uma nova previsão de diminuição das temperaturas na próxima semana.

Além disso, o “mago” destacou que até o próximo domingo (16) haverá calor abafado, chuvas, possibilidade de temporais e tempo seco e ventilado.

Na quarta-feira (12), mais uma frente fria chegará ao Acre, a partir do fim da tarde, mas será na quinta-feira que os ventos serão mais intensos, devido à penetração de mais uma onda de frio polar, declinando levemente a temperatura.

“Desta vez, a massa de ar frio não será intensa no Acre. As temperaturas, ao amanhecer, de quinta-feira e de sexta-feira, deverão oscilar entre 18 e 20ºC, em Rio Branco, Brasileia e demais municípios do leste e do sul do estado”, comentou.

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IBGE: mais de 12% dos acreanos já sofreram violência psicológica, física ou sexual

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A pesquisa apontou que 68 mil pessoas de 18 anos ou mais sofreram agressão psicológica nos 12 meses anteriores à entrevista, ou seja, 11,5% da população

IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta segunda-feira (10) os resultados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019.

O Acre figurou em muitos cenários. Um deles foi o de violência psicológica, física ou sexual. Pelo menos 12,4% da população já foi alvo de uma das agressões.

Os dados apontam ainda que 72 mil pessoas de 18 anos ou mais sofreram os tipos de violência destacados, nos 12 meses anteriores à entrevista.

“O percentual de mulheres que sofreram alguma violência foi de 14,0% e o de homens foi de 10,8%. Considerando a faixa etária, a prevalência de casos de violência é mais acentuada nas populações mais jovens: de 18 a 29 anos (16,5,0%); de 30 a 39 anos (8,9%); de 40 a 59 anos (13,5%) e 60 anos ou mais (6,9%). As pessoas pretas (20,2%) e pardas (10,9%) sofreram mais com a violência do que as pessoas brancas (14,6%), diz o órgão.

Outro resultado preocupante tem a ver com o afastamento das atividades laborais e habituais em decorrência da violência sofrida. 9 mil pessoas foram afetadas – o que representa 12,9% das vítimas de violência, seja psicológica, física ou sexual. As mulheres foram mais atingidas do que os homens, com 18,3% e 5,4%, respectivamente.

Violência psicológica

A pesquisa apontou que 68 mil pessoas de 18 anos ou mais sofreram agressão psicológica nos 12 meses anteriores à entrevista, ou seja, 11,5% da população.

O percentual de mulheres vitimadas foi maior do que o dos homens, 12,9% contra 10,1%, respectivamente. A população mais jovem (18 a 29 anos) sofreu mais violência psicológica do que a população com idade mais elevada (60 anos ou mais), 15,4% contra 6,9%. Mais pessoas pretas (18,0%) e pardas (10,2%) sofreram com este tipo de violência do que pessoas brancas (13,4%).

“Considerando o rendimento domiciliar per capita, o grupo com menor rendimento apresentou um percentual maior de vítimas: 15,2% das pessoas sem rendimento até 1/4 do salário mínimo, em comparação a 10,5% das pessoas com mais de 5 salários mínimos”, destaca a pesquisa.

Violência física

A PNS estimou que 17 mil pessoas de 18 anos ou mais sofreram violência física nos 12 meses anteriores à entrevista, o que representa 2,8% da população. O percentual de vítimas do sexo feminino foi de 3,4%, enquanto o dos homens, 2,2%.

Violência sexual

Para as pessoas que responderam que não sofreram agressão sexual nos últimos 12 meses, foi perguntado se ela sofreu essa violência alguma vez na vida. Considerando essas duas perguntas, estima-se que 25 mil pessoas de 18 anos ou mais de idade foram vítimas de violência sexual, independentemente do período de referência, o que corresponde a 4,3% desta população, 2,6% dos homens e 5,9% das mulheres.

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Internações por covid na UTI e enfermarias estão em queda no Acre, diz subsecretária de Saúde

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Ala Covid-19 no Acre – Foto: Odair Leal/Secom/arquivo

A subsecretária de Saúde do Acre, Paula Mariano, disse em entrevista que o número de internações por covid-19 vem diminuindo consideravelmente nos últimos dias.

A notícia tem a ver com a ocupação de leitos comuns e da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“Temos percebido uma diminuição satisfatória nos últimos 15 dias no Pronto-Socorro e no Into, além de uma queda no número de internações também em Cruzeiro do Sul, no Hospital de Campanha”, disse Paula.

Na última quarta-feira (5) o Into registrou 11 leitos disponíveis de UTI, e o PS desocupou outras 7 vagas. Em Cruzeiro do Sul, 6 leitos estavam disponíveis.

No maior hospital de referência do Acre, apenas 49 leitos de enfermaria, dos 160 disponíveis, estavam ocupados na data.

De acordo com o consórcio de veículos de imprensa do Brasil, o Acre está em queda no número de novas mortes pela doença.

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