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Cotidiano

População ainda não entende o que é precisar de UTI e não ter, diz médico

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Presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Juarez Cunha criticou a velocidade da campanha de vacinação no país contra o coronavírus

Profissional da saúde monitora paciente em leito de UTI – Foto: Lucy Nicholson

Produzido por Vinícius Tadeu da CNN

Presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o médico Juarez Cunha avaliou que o colapso no sistema de saúde pública do país poderia ser minimizado com o reforço das medidas de proteção individual contra a Covid-19. Em entrevista nesta quarta-feira (17), Cunha disse que o baixo desempenho da campanha de vacinação no Brasil também satura as unidades médicas.

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“O que pode desafogar o nosso sistema [de saúde pública] são as medidas que sabemos que evita a doença, sua gravidade e mortes”, disse o especialista. “São coisas simples, mas que parecem que as pessoas não estão enxergando o que significa precisar de leito de UTI e não ter”, completou.

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Cunha explicou que o cronograma apresentado nesta semana pelo Ministério da Saúde prevê a imunização de todos os brasileiros acima dos 18 anos até o final do ano, mas dificuldades logísticas podem impactar na previsão. “O que temos vistos é que, desde o início, o nosso nó tem sido o quantitativo de vacinas. Temos que ser muito cautelosos em relação às quantidades daqui pra frente.”

“Sabemos também que a única forma de controlar a pandemia, que faz parte da solução, é a vacinação. Quanto mais rápido conseguirmos evoluir nessa campanha, mais rápido teremos o desafogo da nossa rede de saúde”, disse o presidente do SBIm.

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