Idosa Rita Lima, 78 anos, resgatada pelo filho, estava abandonada pela filha (Foto: Aline Nascimento)
Idosa Rita Lima, 78 anos, resgatada pelo filho, estava abandonada pela filha (Foto: Aline Nascimento)

Pedro Paulo – Assessoria Polícia Civil

Uma idosa de 78 anos foi resgatada pela Polícia Civil após uma denúncia de que a mesma era vítima de maus-tratos, na capital. A velhinha morava com a filha, de 45 anos. A vítima, segundo a investigação, estava muito debilitada e com feridas cheias de lavas nas partes intimas, porém sem indícios de violência sexual. De acordo com a polícia, os fatos ocorreram na AC-40, Polo Benfica.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para encaminhar a idosa a uma unidade de saúde, no intuito de oferecer atendimento médico. “Ela estava em uma situação de risco iminente, visto que, além das feridas, a idosa estava muito magra, com fungos e ferimentos em estágio de putrefação,”, disse a delegada do Núcleo de Proteção ao Idoso Mardhia El-Shawwa.

Segundo a delegada, a idosa passou a morar com a filha após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) e não conseguir mais andar sozinha, em virtude das sequelas da doença. De acordo com as denúncias, ela sofria maus-tratos da filha e do genro.

A filha prestou depoimento e foi liberada. Ela nega as acusações. Entretanto, vai responder pelos crimes de maus-tratos, negligência e retenção do cartão de benéficos da idosa, que estava sem o dinheiro da aposentadoria, única fonte de renda da vítima, uma vez que a própria filha tomou o cartão bancário, segundo a investigação. A polícia também vai indiciar o genro da idosa por negligência.

“Os cuidados para com o idoso nessa situação são dos filhos, sob pena de responderem por crime de negligência e maus-tratos. Nós vamos remeter o inquérito para o poder judiciário, que irá condená-los ou não de acordo com as provas”, disse El-Shawwa.

Agora, a idosa será encaminhada ao Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas). “O quadro dela é regular. Se houver necessidade, acionaremos a Defensoria Pública para cuidar da curatela da vítima”, concluiu a delegada.

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