Defesa do suspeito entrou contato com delegacia e disse que ele está disposto a se apresentar para esclarecer os fatos — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre
Por Iryá Rodrigues

A Polícia Civil identificou o vizinho suspeito de balear e matar o produtor rural Claudomir Bezerra de Freitas, de 52 anos.

O crime ocorreu na segunda-feira (26), no ramal São Joãozinho, no quilômetro 90 da Estrada Transacreana, na zona rural de Rio Branco.

O delegado responsável pelo caso, Marcos Cabral, disse que foram colhidas as informações no local e que duas testemunhas que presenciaram o fato devem ser ouvidas nesta quarta-feira (28). O nome do suspeito não foi divulgado.

No dia do crime, a vítima estava reconstruindo uma cerca que fazia divisão das terras e que tinha sido delimitada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). No entanto, o vizinho não teria concordado com o limite e eles acabaram discutindo.

Foi quando o suspeito acabou efetuando um disparo de arma de fogo que atingiu o abdômen de Freitas. A vítima morreu no local antes de receber socorro.

“Nossa equipe colheu as primeiras informações e, de início foi identificada a autoria do delito, que seria um outro produtor rural. O que realmente culminou com a discussão e posterior disparo de arma de fogo foi essa questão da cerca que a vítima estava fazendo e o autor não concordava. Alguma coisa pretérita, nós estamos investigando, colhendo maiores informações para que a gente possa colocar no inquérito policial o mais perto possível da verdade”, disse o delegado.

A defesa do suspeito entrou em contato com a Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) dizendo que ele tem interesse de se apresentar para esclarecer os fatos.

“Como ele não foi capturado logo após o crime e não estava sendo perseguido, então não tem elementos suficientes para que seja preso em flagrante. Mas, já foi instaurado o inquérito, juntado aos autos relatório policial, enfim, está bem encaminhado. Só temos a informação de que ele iria se apresentar e nós estaremos aqui para colher o interrogatório dele. Vamos marcar uma data futura, que seja conveniente para a investigação”, afirmou Cabral.

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