Foto: Alexandre Lima/arquivo
Foto: Alexandre Lima/arquivo

Fábio Pontes, da ContilNet Notícias

A principal linha de atuação dos investigadores da operação Lava Jato, da Polícia Federal, sobre o possível envolvimento do governador Tião Viana (PT) no esquema do petrolão é fazer uma varredura minuciosa na prestação de contas de sua campanha de 2010 para o governo. Em delação premiada, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, afirmou que R$ 300 mil do esquema foram doados para o petista.

O Ministério Público e a PF querem saber se de fato este dinheiro chegou ao destino e se ele foi declarado. Tião Viana é investigado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Conforme relatado pelos delatores, o dinheiro chegava aos políticos beneficiados por meio de doações aparentemente legais feitas por empresas investigadas por fraudes em contratos com a Petrobras.

Viana tem negado qualquer envolvimento no escândalo, resumindo-se a dizer que teve todas as suas contas analisadas e aprovadas pela Justiça Eleitoral. Ele ainda afirma que recebeu tão somente a doação da empreiteira IESA, que é investigada na Lava Jato. A partir da montagem de um “quebra-cabeça”, os policiais vão tentar identificar alguma origem ilegal das doações feitas ao governador acriano.

Se forem comprovadas ilegalidades, o inquérito continua em andamento e Viana pode ser formalmente denunciado pelo MP. Em caso de a denúncia ser acatada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), o processo só poderá ser aberto após autorização da Assembleia Legislativa, onde o petista tem ampla maioria das cadeiras.

 

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