Pedro Paulo

A Delegacia de Polícia Civil da 2º Regional de Rio Branco investiga mais uma modalidade de estelionato: o golpe do “depósito simulado” ou do envelope vazio. Os estelionatários telefonam para casas agropecuárias se passando por fazendeiros que estão interessados em comprar produtos com pagamento à vista, através de depósito bancário. Mas, os envelopes são depositados vazios.

A polícia investiga um caso em que um empresário do ramo agropecuário da capital, acreditou na veracidade do comprovante de depósito online no valor de R$ 30 mil. O valor deveria ser de R$ 2,7 mil para pagamento de duas roçadeiras. O estelionatário simulou um depósito de R$ 30 mil e disse que havia ocorrido um engano no valor depositado. Sem qualquer referência, o empresário acabou devolvendo R$27,3 mil.

Pelo telefone, prefixo local, o estelionatário dizia que era proprietário de uma fazenda localizada na BR-364 e queria comprar roçadeiras. A polícia orienta os donos de casas agropecuárias ou similares a ter cuidado e observar atentamente qualquer tipo de negociação envolvendo transferências online. “O primeiro passo é buscar a figura física do interessado e consultar o gerente de sua conta antes de fazer qualquer entrega de mercadorias ou devolução de dinheiro”, disse Cleylton Videira, delegado da 2ª regional.

No caso apurado pela 2ª Regional, o depósito foi feito em uma conta da cidade de Jundiaí/SP, o que torna a investigação complexa. Estelionato é um crime definido pelo artigo 171 do Código Penal nos seguintes termos: “obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento”.

Entenda o golpe

No ato da negociação, a maioria dos casos envolve produtos agropecuários como: roçadeiras, arames e implementos. Os estelionatários acertam de fazer o depósito no Bradesco, mas, na verdade, os criminosos inserem nas máquinas de auto-atendimento um envelope vazio.

A facilidade está no sistema do Bradesco, que soma o saldo da conta da vítima com o valor indicado pelo suposto depósito contido no envelope, mesmo sem que ainda tenha sido processado. Daí, os estelionatários pedem à vítima que faça a consulta do saldo bancário e lá já consta no extrato o valor indicado no depósito, o que induz a vítima ao erro, ou seja, permite a entrega do material negociado ou até devolução de dinheiro.

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