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PMs acusados de matar menina de 11 anos durante operação têm julgamento marcado para 4 de dezembro no Acre
Cinco PMs vão ser julgados pela morte de Maria Cauane da Silva e outras duas pessoas na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco. Operação do Bope ocorreu no bairro Preventório em 2018.

Cauane tinha 11 anos quando morreu ao ser atingida por um tiro durante operação policial. Foto: Arquivo pessoal
Após sete anos, os policiais militares Antônio de Jesus Batista, Alan Melo Martins, Josemar Barbosa de Farias, Wladimir Soares da Costa e Raimundo de Souza Costa vão ser julgados pela morte da menina Maria Cauane, Gleiton Silva Borges e Edmilson Fernandes da Silva Sales durante uma operação policial no bairro Preventório, em Rio Branco.
Josemar de Farias, que a época era tenente do Batalhão de Operação Especiais (Bope), foi condenado em junho de 2021 por integrar organização criminosa e a perda da função. Contudo, como a sentença não transitou em julgado, o militar segue no quadro da PM-AC. Em 2022, Farias foi absolvido dos crimes de peculato, corrupção passiva e prevaricação. Atualmente ele está na reserva da polícia e foi promovido ao cargo de capitão.
O júri popular dos policiais está marcado para começar às 8h do dia 4 de dezembro na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco, no Fórum Criminal, Cidade da Justiça.
Conforme apurado, foram intimadas cerca de 47 testemunhas, sendo 18 de defesa e 29 de acusação, e os acusados, que aguardam o julgamento em liberdade.
Maria Cauane, que tinha 11 anos na época, Gleiton Silva Borges e Edmilson Fernandes da Silva Sales foram mortos por agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da PM-AC, em maio de 2018. À época, o comando do Bope afirmou que a menina já estava baleada quando a guarnição chegou ao local.
A família contestou a informação e, desde o início, afirmou que o tiro que matou a menina partiu de um fuzil da PM, fato também apontado em laudo feito em agosto daquele ano.

Três pessoas foram mortas durante operação do Bope em maio de 2018. Foto: Arquivo pessoal
Denúncia
A denúncia contra os três militares foi recebida pela Justiça do Acre em maio de 2019 e, na época, o pedido de prisão preventiva indeferido.
Em novembro de 2019, 15 pessoas foram ouvidas, na 1ª Vara do Tribunal do Júri durante audiência de instrução. Após essa fase do processo, o MP-AC pediu pela pronúncia dos réus, ou seja, para que fosse a júri popular.
Já a defesa requereu a absolvição sumária dos denunciados Antônio de Jesus Batista, Alan Melo Martins, Wladimir Soares da Costa e Raimundo de Souza Costa, e a impronúncia do acusado Josemar de Farias.
Os acusados foram pronunciados a júri em abril deste ano. Na época, o Ministério Público Estadual (MP-AC) confirmou que os policiais Antônio de Jesus Batista e Alan Melo Martins foram acusados pela morte de Maria Cauane Araújo da Silva e Gleiton Silva Borges, além de lesão corporal contra duas vítimas que ficaram feridas na ação policial.
Já os policiais Josemar Barbosa de Farias, Wladimir Soares da Costa e Raimundo Costa foram denunciados pela morte de Edmilson Fernandes da Silva Sales.

Maria Cauane foi morta aos 11 anos. Foto: Arquivo pessoal
Também na época, a juíza Luana Campos entendeu que Alan Melo Martins e Antônio de Jesus agiram de “forma a revidar injusta agressão acabando por matar duas pessoas e ferir outras duas e decidiu que eles deveriam ser julgados por homicídio consumado e tentando na forma culposa, “diante da negligência em suas ações”.
Wladimir Soares da Costa e Raimundo de Souza Costa haviam sido absolvidos sumariamente. Josemar de Farias, foi impronunciado na época.
O MP-AC entrou com recurso contra as decisões e o pedido foi deferido pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC).
“Então, a ação da polícia foi em revide a legítima, em proteção à própria vida, legítima defesa própria. Foi dentro do estrito cumprimento legal, entretanto, após recurso ministerial, o tribunal entendeu que os jurados devem apreciar a matéria. Provavelmente serão dois a três dias de julgamento”, argumentou.
Relembre o caso
Cauane morreu em maio de 2018, após ser atingida por um disparo de fuzil usado pela Polícia Militar em uma ação no bairro Preventório, em um tiroteio entre facções rivais.
A polícia foi para o local depois de ter tido acesso a um vídeo no qual criminosos exibiam armas de grosso calibre e anunciavam a retomada do local. “O João falou que é pra não recuar e vai rolar troca de tiros”, dizia um dos trechos do funk divulgado no vídeo.

Familiares pediram que justiça seja feita. Foto: Alcinete Gadelha
Além de Cauane, foram mortas mais duas pessoas durante um tiroteio entre facções rivais e a polícia. Na época, o Bope informou que o tiroteio começou após os policiais fazerem uma operação na área. Conforme o processo, um laudo balístico apontou que o tiro que matou a menina partiu da arma usada pelo policial Alan Martins.
Familiares e amigos fizeram um ato me maio de 2019 em frente ao comando-geral da PM para pedir a prisão dos responsáveis pela morte dela.
Acidente que matou mulher

Silvinha Pereira da Silva, de 38 anos, morreu após ser atropelada. Foto: Arquivo da família
Alan Martins também estava envolvido no acidente que matou Silvinhaem maio de 2019, na Estrada Dias Martins, em Rio Branco. O carro do policial e bateu na motocicleta em que estava a mulher e omarido. Os três ficaram feridos durante o acidente.
A estudante Gabriela Amorim, sobrinha de Silvinha, contou na época que o casal ia ao supermercado fazer compras para comemorar o aniversário de uma das filhas quando aconteceu o acidente.
Em junho de 2022, o juiz Alesson Braz, da 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar de Rio Branco, decidiu pela pronúncia dele e o policial vai responder pelos crimes de homicídio e tentativa de homicídio em júri popular. O júri não tem data marcada, segundo advogado de Martins, e ele aguarda em liberdade.
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Homem é agredido com barra de ferro após discussão em Rio Branco
Robson Silva dos Santos, de 44 anos, foi gravemente ferido após ser agredido com golpes de barra de ferro na noite desta segunda-feira (8), no bairro 6 de Agosto, no Segundo Distrito de Rio Branco. O ataque ocorreu durante uma discussão entre a vítima e outros homens que consumiam bebida alcoólica e entorpecentes nas proximidades da caixa d’água do bairro.
Segundo a Polícia Militar, o desentendimento evoluiu para violência quando um dos envolvidos, ainda não identificado, armou-se com uma barra de ferro e passou a golpear Robson. Após o ataque, todos fugiram do local.
Mesmo machucado, Robson conseguiu correr até a área do Mercado Municipal do 6 de Agosto, onde caiu e foi localizado por uma guarnição da PM que fazia patrulhamento. Os militares acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que enviou uma ambulância básica.
A equipe encontrou a vítima com um corte profundo de cerca de 9 centímetros na cabeça, além de um ferimento no braço direito. Ele foi estabilizado e levado ao Pronto-Socorro de Rio Branco, sendo encaminhado posteriormente ao setor de Traumatologia. Seu estado de saúde é considerado estável.
A Polícia Militar realizou buscas na região, mas nenhum suspeito foi encontrado. O caso será investigado pela Equipe de Pronto Emprego (EPE) e, posteriormente, pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
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Voo da Gol arremete e retorna a Cruzeiro do Sul após mau tempo impedir pouso em Rio Branco
Aeronave Boeing 737 MAX sobrevoou a capital acreana, mas não conseguiu pousar devido às fortes chuvas e ventos; procedimento é considerado padrão de segurança na aviação.

Foto: Reprodução/Imagem Ilustrativa
Um avião Boeing 737 MAX, de matrícula PS-GPH, operado pela Gol Linhas Aéreas, precisou retornar a Cruzeiro do Sul após desistir do pouso em Rio Branco na tarde desta segunda-feira (8). A aeronave decolou às 12h53, com previsão de chegada às 13h50 no Aeroporto Internacional Plácido de Castro.
Segundo dados do FlightRadar24, o voo deveria ter partido inicialmente às 12h35, mas sofreu um atraso de aproximadamente 20 minutos. Durante a aproximação para pouso, o avião chegou a sobrevoar a região da capital, porém não realizou o procedimento e iniciou o retorno para Cruzeiro do Sul. Às 14h53, a aeronave ainda seguia em rota de volta ao ponto de origem.
Até o momento, a Gol não divulgou uma nota oficial sobre o ocorrido. No entanto, Rio Branco enfrentou fortes chuvas e ventos intensos durante a tarde, condição que pode ter influenciado a decisão da tripulação.
O retorno ao aeroporto de origem, assim como arremetidas ou desvios, é um procedimento normal na aviação. Em situações de clima adverso, os comandantes optam por manobras preventivas para garantir a segurança. Isso não significa que passageiros ou tripulação tenham corrido risco, mas sim que os protocolos foram seguidos corretamente.
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Imagens mostram que àrvore caiu na cabeceira da ponte no bairro Placas, em Rio Branco

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A forte chuva que atinge Rio Branco na tarde desta segunda-feira (8) provocou a queda de um poste de energia e a queda de uma árvore de grande porte no bairro Placas, causando interrupção no fornecimento de energia elétrica e o bloqueio total do tráfego na travessa Camboriú. Novas imagens mostram detalhes do incidente.
De acordo com relatos de moradores, o temporal foi acompanhado de rajadas de vento, o que pode ter contribuído para a queda das estruturas. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram a árvore caída sobre a cabeceira da ponte, impedindo completamente a passagem de veículos e pedestres na via.
Com o poste derrubado, diversas residências ficaram sem energia elétrica, o que gerou transtornos à população local. Motoristas que tentavam acessar a travessa precisaram retornar, já que o trecho ficou totalmente intransitável.
Equipes de emergência foram acionadas para a remoção da árvore e avaliação dos danos na rede elétrica. Até o momento, não há informações sobre feridos.



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