Mesmo a contra-gosto, Andjara teve que entregar a criança às autoridades da fronteira.
Alexandre Lima

Era por volta das 19 hora­s de terça-feira, dia 9, quando Polícia Militares do 10º Batalhão do Alto Acre, se deslocaram até um hotel da cidade de Brasiléia, para apurar uma denuncia anônima de que mulheres estariam com um bebê que haviam comprado na capital do Acre, Rio Branco.

As duas mulheres realmente estavam no hotel e com a criança e com o registro de nascimento, mas, não era a mãe biológica. As duas foram conduzidas à delegacia do Município, onde relataram que haviam comprado a criança por R$ 2000 reais, além de terem tido ajuda de um pastor evangélico identificado pelo nome de Maicon.

A criança do sexo masculino que tem apenas três meses de vida, estava com a mulher identificada pelo nome de Andjara Ivanovite Gomes (20). Esta estava na companhia de outra identificada como Jocelita Zora Ivanovite Gomes, onde confirmou a compra do bebê, uma vez que a jovem era casada a sete anos e não teria condições de ter filhos.

As duas mulheres foram ouvida, liberadas e deverão se apresentar posteriormente na capital acreana.

Foi dito na delegacia que a mãe biológica, seria uma menor de 16 anos e o ‘negócio’ aconteceu a cerca de 20 dias na Capital. Representantes do Conselho Tutelar foram acionados e conduziram a criança para o abrigo e o caso passaria para o juizado da Comarca.

Segundo informações da Capital, o delegado Adriano Morais, da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), a condição estipulada pela menor para que vendesse a própria filha, era de que ela pudesse vê-la todos os dias, mas quando percebeu que o casal estava indo embora da cidade, resolveu denunciar.

As mulheres foram liberadas após serem ouvidas e deverão se apresentar na Capital para maiores detalhes sobre a compra da criança. Além de sujeitar a sanções penais, a adoção informal pode dar margem à suspeita de outros crimes previstos no Código Penal.

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