Expressivos 58% dos brasileiros acreditam que o uso da proteção por uma pessoa contaminada garante que ela não passe o vírus para outras pessoas, o que, de
acordo com os sanitaristas, também não é verdade

No metrô de São Paulo, pessoas começam a usar máscaras de proteção após confirmação de caso de coronavírus no Brasil (27/02/2020) Foto: internet
Por Julia Braun

Levantamento da FSB indica que população ainda tem dúvidas sobre quando procurar ajuda médica ou usar máscaras; 23% afirmam ter pouco ou nenhum medo do Covid-19

Pesquisa da FSB indica que, apesar de 99% da população brasileira já ter ouvido falar no novo coronavírus, ainda há muita desinformação. Oito em cada 10 entrevistados acham que todo mundo que pega o vírus apresenta sintomas, o que não é verdade.

Além disso, 71% dos entrevistados afirmam que, ao sentir qualquer sintoma, deve-se procurar um serviço médico, o que contraria as recomendações das autoridades sanitárias.

A pesquisa divulgada nesta sexta-feira 20 ainda indica falta de entendimento em relação ao uso de máscaras. Expressivos 58% dos brasileiros acreditam que o uso da proteção por uma pessoa contaminada garante que ela não passe o vírus para outras pessoas, o que, de
acordo com os sanitaristas, também não é verdade. O uso da máscara é recomendado, pois ajuda a evitar, mas o que garante que o doente não transmita a doença é seu isolamento de indivíduos saudáveis.

Sobre a gravidade da situação atual, a situação da pandemia no Brasil é grave (65%), enquanto 35% consideram que o panorama é mais ou menos, pouco ou nada grave. O entendimento dos brasileiros é de que a situação é mais grave ao redor do mundo (91%).

De acordo com o levantamento, 65% dos entrevistados dizem que a população brasileira está com muito medo ou medo da pandemia, enquanto 24% dizem que os brasileiros em geral estão com grau médio de medo e 9% dizem que a população está com pouco ou nenhum medo. Mas quando instados a dizer seu grau individual de medo, cai para 48% os que dizem estar com muito medo ou medo; 27% dizem ter um medo “médio” e 23% afirmam ter pouco ou nenhum medo.

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