Divulgado na 1ª semana de março deste ano, o Diagnóstico do Serviços de Água e Esgoto do Brasil traz informações importantes sobre o Acre no contexto do abastecimento de água potável e do esgotamento sanitário. Alguns índices chamam a atenção, como a queda de 8,6% no consumo de água nos últimos três anos.

Mesmo com o rio de dinheiro investido em campanhas de conscientização e em equipes de reparo, o desperdício de água segue alto no Acre: 60,1% do que é captado, tratado e distribuído são perdidos, a quarta maior taxa entre todos os Estados brasileiros. Só perde para Roraima, onde 75,4% são perdas; Amazonas (68,9%) e Amapá (66,2%).

Leia-se: esse volume de água disponibilizado não foi contabilizado como utilizado pelos consumidores, seja por vazamentos, falhas nos sistemas de medição ou ligações clandestinas. O comportamento podem ter origem tanto na qualidade dos dados informados para o cálculo do indicador, quanto no efetivo aumento do volume de perdas por alguma ineficiência por parte do principal prestador do serviço.

O diagnóstico elaborado pelo Governo Federal deixa claro que forma geral caracterizadas como ineficiências técnicas, as perdas são inerentes a qualquer sistema de abastecimento de água. “É um tema de alta relevância frente a cenários de escassez hídrica e de altos custos de energia elétrica, além da sua relação direta com a saúde financeira dos prestadores de serviços, uma vez que podem representar desperdício de recursos naturais, operacionais e de receita. Dessa forma, os custos decorrentes das perdas devem ser minimizados e estar sujeitos a gerenciamento apropriado, pois são repassados ao consumidor’, diz o estudo.

Em informes anteriores o Governo do Estado disse que seguirá trabalhando para melhorar as questões relacionadas ao abastecimento de água no Acre.

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