Ainda dá tempo de reler scraps e depoimentos, copiar os conteúdos ou apagar o perfil

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O Google puxa amanhã o plugue que mantém vivo o Orkut. Antes uma grande e saudável rede social, há anos o site vive em estado vegetativo, alimentando-se de raras visitas e boas doses de nostalgia. Alguns internautas chegaram a levantar a voz a favor do site, mas a petição criada na rede como último recurso para dar sobrevida a ele não conseguiu nem mesmo cumprir a cota de 100 mil assinaturas — em outros tempos, a comunidade virtual esbanjava 40 milhões de membros somente no Brasil.
“Foram 10 anos inesquecíveis. Pedimos desculpas para aqueles de vocês que ainda utilizam o Orkut regularmente. Esperamos que encontrem comunidades on-line para alimentar novas conversas e construir ainda mais conexões na próxima década e muito além”, lamenta, em nota publicada no blog do Orkut, Paulo Golgher, diretor de Engenharia do Google. Desde que o fim foi anunciado, em junho, o que já foi o clube mais amigável da internet não aceita novos membros. A gigante da internet vai se dedicar integralmente aos filhos mais promissores, como YouTube, Blogger e Google+.
Um arquivo com todas as comunidades públicas ficará disponível para visitas a partir desta semana, mas, depois de quarta-feira, será impossível editar o conteúdo da rede social. Quem não quer ver seus antigos posts eternizados nesse memorial virtual tem amanhã a última oportunidade de excluir seu perfil da rede de uma vez por todas. Essa também é a chance final para o internauta ler seus scraps, emocionar-se com os depoimentos postados na sua página ou até mesmo fazer uma cópia desse conteúdo para o arquivo pessoal.

O Orkut foi criado há pouco mais de 10 anos pelo engenheiro de software turco Orkut Büyükkökten quando ele trabalhava no Google. O site de relacionamento passou quase que despercebido por grande parte do mundo, onde o MySpace ainda era unanimidade. No Brasil e na Índia, no entanto, a página do círculo cor-de-rosa virou febre. A banda larga ainda começava a se popularizar por aqui e lan houses faturavam com internautas interessados em selecionar fotos para postar (o álbum só aceitava 12 imagens), fazer amigos e, claro, escrever depoimentos sobre aqueles mais queridos.

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