Para a deputada, arma de fogo é, acima de tudo, legítimo instrumento de proteção

“O desarmamento não deixa apenas a pessoa  menos livre, como também menos segura”. A afirmação foi feita pela  deputada Vanda Milani (SD), ao defender a posse  de arma  em discurso realizado esta quinta-feira,27, na tribuna da Câmara dos Deputados. A parlamentar lembrou que, apesar da população brasileira ter se manifestado a favor do direito da compra de uma arma no referendo de 2005, o Estatuto do Desarmamento , na prática, fez com que a vontade popular expressa nas urnas não fosse cumprida.

Vanda Milani, na Câmara /Foto: ascom

Para a deputada, arma de fogo é, acima de tudo, legítimo instrumento de proteção e dissuasão em situação de risco potencial. “Entretanto, atualmente no Brasil, apenas as pessoas de bem estão desarmadas”, assegurou. Vanda Milani argumentou  que armas são objetos inanimados. E restrição contra objetos inanimados nunca irá gerar civilização. “É a moralidade a primeira linha de defesa de uma sociedade contra comportamentos bárbaros que fazem uso errado do armamento”, garantiu.

Violência

Em seu pronunciamento, Milani salientou que os índices de violência no Brasil piorararm nos últimos anos, “em detrimento da retirada de armas das mãos dos brasileiros”. E fez questão de enfatizar que a arma impede que o mais fraco seja agredido pelo mais forte, nivelando lados e evitando  que a condição física seja uma vantagem. ”E a defesa pessoal é um legítimo direito do cidadão”.

De acordo com a  parlamentar, a posse  de armas não estimula atitudes violentas e age com eficácia na prevenção de crimes e assassinatos. Por fim, Milani destacou que a posse  de arma é tema que deve ser analisado à luz de argumentos lúcidos, evitando , assim, ranços discriminatórios ou ideias preconcebidas, ”mas avaliando o que é melhor para a sociedade, sua defesa, sua proteção e a garantia de seus direitos”.

Comentários