O deputado estadual Fagner Calegário (PL) depôs na tarde desta quinta-feira na sede da Polícia Federal do Acre. Ele informou os nomes dos empresários locais que estariam sendo extorquidos por funcionários públicos, ocupantes de cargos estratégicos com influência direta ou indireta no empenho e pagamento de notas de prestação de serviços.

Os funcionários do estado que fazem extorsão e cobram propinas para facilitar a liberação de notas de serviços prestados também foram citados pelo deputado. “Para a minha surpresa, alguns desses agentes públicos já estão sob investigação federal em outros processos”, disse o deputado ao jornalista Assem Neto ao sair da PF, por volta de 16 horas.

O deputado, ao ser procurado pelos empresários, foi informado que as propinas “eram de vários tamanhos”. Alguns agentes públicos pediam até 40% do valor que o estado supostamente deve. Porém, na maioria dos casos, qualquer movimentação para liberar notas estaria condicionado ao pagamento de 20%. As revelações feitas pelos empresários foram retransmitidas pelo deputado ao delegado da PF que preside a investigação.

Calegário disse ao site acjornal, que os empresários vítimas do suborno atuam nas diversas áreas – da Saúde à Educação, passando pela infraestrutura, construção civil e até manutenção de ar condicionado.

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