Diego Moraes conduzia a caminhonete que atropelou e matou os amigos Gilson Teixeira e Israel Filgueira, na BR-364. Família diz que já esperava a autorização, mas criticou que a decisão foi tomada antes da conclusão do inquérito.

Israel Filgueira (esq.) e Gilson Teixeira fariam 25 e 24 anos, respectivamente, neste domingo (3) (Foto: Arquivo da família)
Com Aline Nascimento, G1 AC, Rio Branco

O motorista Diego Felipe Moraes foi autorizado pelo Ministério Público do Acre (MP-AC) a deixar o estado acreano.

Moraes conduzia a caminhonete que atropelou e matou os amigos Gilson Teixeira Rodrigues e Israel Ériston Filgueira, no último dia 19 na BR-364, em Rio Branco.

A decisão é da Vara de Delitos de Drogas e Acidentes de Trânsito da Comarca de Rio Branco. O motorista foi autorizado a mudar para Joinville, em Santa Catarina. Ao G1, a advogada de defesa do jovem, Vanessa Chalub, confirmou a ida do cliente para o estado catarinense, mas informou que só deve se pronunciar sobre o caso nos autos.

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No dia do acidente, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que a caminhonete estava na contramão e acabou atingindo a moto dos jovens frontalmente.

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Moraes chegou a fugir a pé do local, mas foi achado e levado para a Delegacia de Flagrantes, onde foi indiciado por homicídio culposo. Ele se negou a fazer o teste de bafômetro e foi solto na audiência de custódia no dia seguinte, domingo (20).

A tia de Gilson Teixeira, Helena Rodrigues, lamentou a decisão nesta quinta (7). Ela criticou ainda que a Justiça tenha autorizado o rapaz viajar antes da conclusão do inquérito policial. O prazo para conclusão é de 30 dias. A reportagem não conseguiu contato com a família de Israel Filgueira.

“Infelizmente, estávamos esperando essa decisão a qualquer momento. Mas, acreditávamos que a juíza ia esperar pelo menos o fechamento do inquérito para ter mais provas. O processo está muito bruto, só tem o que ele disse. Não foi ouvido novamente para saber se mudou a versão, achamos que os policiais não foram ouvidos também e vamos esperar o delegado concluir”, lamentou.

Familiares se reuniram no dia do aniversário dos rapazes para pedir justiça e paz no trânsito (Foto: Wanderson Vitor/Arquivo pessoal)

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