Ministro José Cardoso esteve reunido com autoridades do Acre para tentar resolver situação - Foto: Alexandre Lima/Arquivo
Ministro José Cardoso esteve reunido com autoridades do Acre para tentar resolver situação – Foto: Alexandre Lima/Arquivo

Alexandre Lima

O Ministro da Justiça, José Cardoso, voltará a visitar Brasiléia nesta sexta-feira, dia 7, a confirmação foi dada nesta quarta (5), onde terá como pauta principal, a entrada dos imigrantes no Brasil pelo estado do Acre, que vem gerando desconfortos tanto na fronteira, quando aos olhos do mundo.

O governo do Acre decretou pela segunda vez, estado de emergência por mais 60 dias no tocante ao assunto, pois vem gerando a insatisfação junto ao munícipes e em outros setores sociais. A reunião ocorrida em Brasília, contou com a participação do senador Jorge Viana (PT), onde defende uma intervenção mais rígida.

“A situação está insustentável para o povo de Brasiléia, até mesmo para nós que estamos sendo solidários, mas precisamos encontrar uma definição urgente. Estivemos com o Ministro da Justiça José Cardoso, da Relações Exteriores e oito Ministério para resolver definitivamente”, disse o Senador Jorge Viana.

Se falou da possibilidade de formar uma comissão e ir até o Haiti, para resolver a questão dos vistos com mais agilidade, para que possam vir direto por São Paulo (SP). Assim, irão evitar essa rota onde existe explorações por parte dos ‘coiotes’, taxistas e muitos outros. Como consequência, irá desafogar a cidade de Brasiléia e acabar com a situação onde outros estão se aproveitando do ‘comercio’ criado em volta dos refugiados.

Jorge Viana acredita que, desta vez se está chegando numa definição sobre o caso dos refugiados. O Governo Federal vem criando uma política humanitária em deixar a fronteira aberta para a entrada dos refugiados desde 2010, e vem cogitando em assinar um termo de cooperação e continuar a gestão do centro de apoio na fronteira do Acre.

Segundo o secretario de direitos humanos no Acre, Nilson Mourão, a forma em que se vinha trabalhando, não gerou o esperado, mas acredita que a partir de agora com mais apoio financeiro e administrativo, poderá melhorar a situação dos que já chegaram e estão por vir.

 

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