Informação foi confirmada pelo Conselho Tutelar do município de Santa Rosa do Purus, no interior do Acre.

Suspeito de estuprar filha indígena de 9 anos no interior no Acre foi levado para a delegacia — Foto: Arquivo Pessoal
Por Alcinete Gadelha, G1 AC

A menina indígena da etnia Kaxinawá, de 9 anos, que sofria abusos e era estuprada pelo pai, foi entregue para a família materna nesta sexta-feira (7).

A informação foi confirmada pelo Conselho Tutelar do município de Santa Rosa do Purus, no interior do Acre. A criança foi entregue para um tio materno, em Feijó, também no interior, que levou a menina para a aldeia onde a mãe mora.

“Foi feita a entrega. Não vimos o encontro das duas porque a mãe estava na colônia, que é muito distante. Então, um tio que estava na cidade levou a menina até a mãe”, contou uma conselheira que acompanha o caso, mas que preferiu não se identificar.

A menina foi levada para a mãe 10 dias depois da prisão do pai, que, segundo relatos da criança à polícia, abusava dela há pelo menos um ano. A polícia suspeita que a mãe dela também tenha sido abusada pelo indígena de 38 anos.

O indígena foi preso no dia 28 de janeiro, após denúncia de abandono de incapaz dos dois filhos, a menina de 9 anos e o menino de 11, recebido pelo Conselho Tutelar do município. Os irmãos estavam instalados em um abrigo de Santa Rosa do Purus.

Após ser levada para a família materna, a conselheira disse que a menina estava feliz por saber que ia encontrar com a mãe.

“Ela estava muito feliz [quando soube que ia encontrar a mãe]. Passou por muitos maus-tratos, isso foi verídico”, informou a conselheira.

A criança deve continuar sendo acompanhada por psicólogos e pela assistência social, ainda segundo a conselheira. O irmão de 11 anos ficou com a avó em Santa Rosa do Purus.

Após a denúncia, o indígena foi preso e levado para a Unidade Prisional Evaristo de Moraes, em Sena Madureira. O delegado Rodrigo Noll, que investiga o caso, informou que ele continua preso.

A mãe da menina deve ser ouvida por carta precatória, em Feijó, onde mora. A polícia de Santa Rosa do Purus ainda aguarda o depoimento dela, segundo o delegado. “A gente está aguardando ainda. Não recebi resposta”, disse.

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