Os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da energia elétrica no Acre estiveram na sede do IPEM (Instituto de Pesos e Medidas) para solicitar do órgão a realização de perícias nos medidores (contador) de energia elétrica, com objetivo de averiguar as denúncias diárias de que os valores cobrados pela Energisa não é condizente com o que é consumido pelos acreanos, ou seja, os clientes estão pagando por aquilo que não consomem.

Estiveram presentes no encontro os deputados Jenilson Leite, Cadmiel Bonfim (relator), Roberto Duarte, Chico Viga e Daniel Zen (presidente da CPI). Os parlamentares foram recebidos pelo diretor do órgão, Jander, e pelo coordenador-técnico do IPEM, Aldeci Leite. Dentre as alegações apresentadas pelos deputados à direção do IPEM para que haja a perícia, estão as de que os medidores (contador/relógio) estão rodando mais do que deveriam, os cortes de energia nos finais de semanas e taxa de religação, a cobrança da energia rural na qual a empresa não está descumprindo a cobrança pelo consumo mínimo.

Segundo o deputado Jenilson Leite, o IPEM com uso dos instrumentos e sua equipe técnica serão fundamentais para esclarecer as práticas “nada republicanas da empresa que se instalou no Acre com bonitas promessas de energia barata e de qualidade, sendo que a realidade é totalmente o contrário. Desse modo, somente a realização de uma perícia técnica para atestar a veracidade das informações dos clientes, uma vez que somente a fala das pessoas seriam apenas mera suposição do ponto de vista legal”.

O diretor do IPEM, Jander, disse que as aferições dos mediadores de energia estarão inclusas no plano de trabalho de 2020 do órgão, que é subordinado ao Inmetro, inclusive depende financeiramente dele. Pondo-se à disposição da CPI para contribuir e atestar a veracidade das denúncias dos clientes, uma vez que o problema do alto preço da conta de energia tem sido prejudicial às famílias acreanas. “ O plano de trabalho de 2019, que foi feito em 2018, não contemplava nenhum medidor de energia, mas para o próximo ano já está incluso, de modo que estamos à disposição da CPI para colaborar e fazer aquilo que for possível.

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