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Major deixa prisão em Brasileia mas deverá ficar ao menos 500 metros longe da companheira e da sogra

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O juiz de Direito da Comarca de Brasileia, Cloves de Souza Lodi, relaxou a prisão em flagrante do major Moisés da Silva Araújo, preso no município na quinta-feira (09) acusado de cometer pelo menos dois crimes de violência doméstica, contra sua companheira e a sogra, com o uso inclusive de arma de fogo para ameaçar as duas vítimas. O juiz considerou que não houve irregularidades em relação à prisão em flagrante, mas determinou a liberdade provisória com uma série de medidas protetivas.

Isso significa que o militar poderá responder ao processo em liberdade, mas com uma série de condicionantes. Entre as medidas estão a exigência de manutenção de distância de 500 metros das ofendidas, além de não frequentar os mesmos locais que elas e seus familiares possam vir a frequentar. As medidas também impõem a necessidade do comparecimento mensal do policial ao juízo para informar suas atividades, além da suspensão de uso de arma de fogo enquanto não estiver de serviço.

O juiz também impôs que o acusado não pode frequentar bares e similares e terá que pagar, em favor das ofendidas, multa no valor de R$ 3 mil a cada vez que qualquer das medidas protetivas deixarem de ser cumpridas, sem prejuízo das medidas penas.

Por fim, o juiz adverte que, em caso de reconciliação do casal, isso deve ser informado à Justiça a fim de que as medidas restritivas sejam suspensas. O juiz não fez qualquer referência ao fato de abertura de um novo procedimento contra o oficial, agora para apurar denúncias de que ele assediava, dentro de casa, uma menor de 12 anos, filha da mulher que o acusa das agressões domésticas.

Por Tião Maia

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