Menina foi vista pela última vez em janeiro desse ano após ser conduzida à delegacia, suspeita de envolvimento em homicídio, segundo a mãe. Ela foi liberada e, desde então, desapareceu.

Raylane Vitoriano Santana, de 15 anos, foi vista pela última vez no dia 18 de janeiro deste ano, diz a mãe (Foto: Arquivo pessoal)
Com Iryá Rodrigues, G1 AC, Rio Branco

A autônoma Clemilda Vitoriano, de 37 anos, está há mais de quatro meses sem notícias da filha Raylane Vitoriano Santana, de 15 anos.

De acordo com a mãe, a menina foi vista pela última vez no dia 18 de janeiro, após ser conduzida à Divisão de Investigação Criminal (DIC) suspeita de envolvimento em um homicídio.

A mãe conta que depois que a filha foi ouvida pelo delegado, a garota foi liberada e pediu que Clemilda a levasse para a casa de um rapaz, com quem ela estava morando. A jovem ainda entrou em contato por telefone com a mãe por dois dias seguidos, mas depois, sumiu.

“Até então, eu não sabia de nada, só percebi que ela estava diferente. Desde dezembro que não morava mais lá em casa direito, passava vários dias fora. Aí, na delegacia, ouvi que ela estava envolvida com facção. Para mim, foi um choque, a maior tristeza. Uma mãe nunca cria um filho para se envolver nessas coisas”, lamentou a mãe.

A menina foi deixada pela mãe na entrada do bairro São Francisco, em Rio Branco. A família mora no Residencial Rosalinda, na região do Segundo Distrito da capital.

Desesperada, mãe procura adolescente de 15 anos desaparecida há mais de 4 meses em Rio Branco (Foto: Luízio Oliveira/Arquivo pessoal)

A jovem não tem telefone celular, de acordo com a mãe, e ligava usando o telefone emprestado de alguém. “Ela ligou nesses dias no telefone do meu marido para falar comigo, mas, como o aparelho está com problema, não salvou o número e não tenho como saber o contato para procurar por ela. Fico nessa agonia”, complementou.

Quando falou com a mãe pela última vez, a menina tinha 14 anos. Até agora, as únicas notícias que chegam até a autônoma são boatos de que a menina foi morta. Clemilda já registrou dois boletins de ocorrência sobre o desaparecimento da filha.

“Chegou esse boato de que ela foi morta, mas, até agora, ninguém chegou para mim e disse: ‘eu sei, eu vi’, porque ninguém quer se arriscar. Com todo esse tempo, as esperanças já vão morrendo, ela não ficaria esse tempo todo sem entrar em contato comigo. Espero minha filha chegar toda noite em casa. Passo o dia todo pensando nela”, disse a mãe entre lágrimas.

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