Imagem de Evo Morales durante entrevista no dia 6 de janeiro de 2020 — Foto: Matias Baglietto/Reuters
Por France Presse

A Justiça da Bolívia determinou, nesta segunda-feira (7), que o ex-presidente Evo Morales não pode se candidatar ao Senado nas eleições de 18 de outubro, informou o governo.

O ministro da Justiça, Álvaro Coimbra, divulgou a informação em uma rede social, depois que o juiz Alfredo Jaimes Terrazas confirmou a impugnação da candidatura do ex-presidente, conforme determinação do Supremo Tribunal Eleitoral (TSE) em fevereiro.

Morales (2006-2019), refugiado na Argentina após renunciar em novembro do ano passado, havia recorrido ao tribunal constitucional de La Paz para tentar anular a decisão do TSE e permitisse que ele se tornasse candidato pela região central de Cochabamba.

O TSE lhe havia negado o direito de concorrer ao cargo, por não residir na região, de onde emergiu há décadas como líder político. “Evo Morales não pode ser candidato a senador, porque mora na Argentina”, disse Bascopé. Nem Morales, nem seu partido, o Movimento ao Socialismo (MAS), reagiram a respeito.
A votação do assunto na sala constitucional de La Paz acabou em empate na semana passada. Por este motivo, o processo passou às mãos do juiz Jaimes Terrazas, que confirmou a decisão do TSE.
Os bolivianos vão às urnas em 18 de outubro, um ano após a anulação das eleições devido a denúncias de fraude em favor de Morales.

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