A trajetória da quadrilha já ultrapassou os limites do estado e do país. Além de se apresentar em quase todos os municípios acreanos, o grupo já levou sua arte a festivais de destaque nacional como o Festejo Ceará Junino, o São João de Maracanaú (CE) e o São João de Campina Grande (PB). E indo além de terras brasileiras, o Malucos na Roça já se apresentou em Tacna, cidade localizada no extremo sul do Peru.
Acre
Junina Malucos na Roça propõe reflexão sobre o Rio Acre ao Arraial Cultural

Grupo cultural foi fundado em 2000, na Rua Beira Rio, no bairro Cidade Nova, com o objetivo de alegrar a comunidade local. Foto: Clemerson RIbeiro/Anac
Com início na última terça-feira, 24, o arraial cultura segue até o próximo domingo, 29, na Gameleira, em Rio Branco. Um espaço de pura cultura, realizado pelo governo do Acre. O grande destaque do evento é o Concurso Estadual de Quadrilhas Juninas, que neste ano conta com a participação de 15 equipes, encantando o público e disputando o título de campeã.
Entre os participantes mais esperados está a já tradicional quadrilha Malucos na Roça, com 25 anos de história e reconhecida como patrimônio cultural do estado. O grupo, nascido no bairro Cidade Nova, marcará presença na noite desta quinta-feira, 26, às 22h, com o espetáculo O Boato, que apresenta uma reflexão ambiental sobre o futuro do Rio Acre.
Com cem componentes, o coletivo propõe ao público uma jornada pelas águas do rio e personagens que ali convivem, como pescadores, ribeirinhos, a fauna aquática e até mesmo seres místicos.

Para este ano, grupo promete coreografias inspiradas nos movimentos do rio e em costumes dos povos ribeirinhos, unindo o tradicional junino com a vida cotidiana beira-rio. Foto: Cedida
Segundo o produtor cultural e rei da junina, Carlos Eduardo de Souza, o processo criativo da Malucos na Roça é extenso e começa já no término da temporada junina anterior. “Todo o processo criativo antes de chegar aos palcos é complexo e exige muito, mas o resultado final é recompensador. Isso tem um significado muito importante para nós, fazedores de cultura”, afirma.
A preparação do grupo envolve desde a escolha do tema, com base em uma pesquisa coletiva, até a montagem do roteiro, cenografia, figurinos, repertório musical e ensaios com banda. Os ensaios são realizados na Praça da Juventude, no bairro Cidade Nova, inicialmente três vezes por semana e, conforme junho se aproxima, passam a ser diários.

Quadrilha, composta por cerca de 100 participantes, promete encantar o público com mais um espetáculo de encher os olhos, nesta quinta-feira, 26. Foto: Cedida
Apesar da grandiosidade das apresentações, a maior parte dos custos do grupo é arcada por seus próprios integrantes, que promovem rifas e arraiais fora de época para arrecadar fundos. “Para promover esse espetáculo, temos gastos muito elevados, que as pessoas desconhecem. É um processo muito custoso. Fazemos realmente por amor, um trabalho cultural que resgata vidas e ajuda muitas pessoas”, destaca Carlos Eduardo.
O grupo também se destaca por se adaptar bem às tecnologias e dedicar esforços para manter redes sociais alinhadas, engajando seu público de forma virtual e acumulando mais de um milhão de visualizações em vídeos no YouTube, Instagram, TikTok e Facebook. Outro diferencial é a de disponibilizar seus repertórios em plataformas como Spotify, Deezer e Apple Music.
Acumulando Conquistas
A quadrilha junina conta com muitas conquistas para se orgulhar, angariando diversas premiações em categorias individuais e em grupo, são os mais premiados do estado do Acre. Uma delas foi a consagração de grande campeã estadual do ano passado, com o tema “É de dar água na boca”. Com uma apresentação de imersão estética na rica gastronomia do Acre, o grupo destacou pratos como a baixaria, o açaí, o jambu, quibe de arroz, peixes, farinha de Cruzeiro do Sul, pato no tucupi e tacacá.

Embalados pelo enredo que destacou os pratos, a quadrilha garantiu a vitória no último estadual. Foto: Diego Gurgel/Secom
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Acre
Acre ocupa 17ª posição no ranking nacional de salário inicial de professores
Levantamento aponta que remuneração de docentes no estado fica abaixo da média nacional

Um levantamento divulgado pelo jornal Estadão, com base em dados do Movimento Profissão Docente, aponta que o Acre aparece na faixa intermediária do ranking nacional de salários iniciais de professores das redes estaduais.
No estado, um docente com licenciatura e jornada de 40 horas semanais inicia a carreira recebendo R$ 5.370,35. Com esse valor, o Acre ocupa a 17ª posição entre as 27 unidades da federação.
O estado fica à frente de locais como Goiás, Rondônia, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, mas ainda está abaixo de redes estaduais que oferecem salários iniciais mais altos, especialmente nas regiões Centro-Oeste e Norte do país.
O estudo também evidencia a grande desigualdade salarial entre os estados brasileiros. O maior salário inicial do país é pago em Mato Grosso do Sul, onde professores começam a carreira recebendo R$ 13.007,12. Na outra ponta do ranking aparecem Rio de Janeiro e Minas Gerais, com remunerações próximas de R$ 4.867, valor equivalente ao piso nacional do magistério.
Segundo o levantamento citado pelo Estadão, a média nacional de remuneração inicial nas redes estaduais é de cerca de R$ 6.212 para professores com carga horária de 40 horas semanais, sem considerar gratificações ou benefícios adicionais. Com isso, o salário pago no Acre permanece abaixo da média nacional.
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Acre
Inmet emite alerta de perigo para chuvas intensas e ventos fortes
Aviso meteorológico prevê precipitações de até 100 mm por dia e rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h

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Acre
Aeródromos estaduais fortalecem integração e atendimento no Acre
Com distâncias extensas e municípios de difícil acesso por terra, o Acre tem na aviação regional um dos principais instrumentos de integração territorial e garantia de direitos. Dados do Relatório de Controle Aeroportuário de janeiro de 2026 apontam que os aeródromos estaduais contabilizaram 1.061 voos, distribuídos em oito municípios, consolidando a malha aérea como essencial para o deslocamento de pessoas, transporte de insumos e, principalmente, para o atendimento de saúde, gerando a multiplicação de histórias de vidas salvas, famílias reunidas e comunidades integradas.
Os aeródromos estão localizados em Porto Walter, Feijó, Manoel Urbano, Marechal Thaumaturgo, Tarauacá, Xapuri, Jordão e Santa Rosa do Purus, cidades que, em muitos casos, não têm ligação rodoviária com a capital do estado, Rio Branco.

Aeródromos estaduais estão localizados em pontos estratégicos do Acre, garantindo integração entre as regiões. Foto: Pedro Devani/Secom
Ao longo de 2025, a malha aérea que atende comunidades do interior registrou 11.906 voos, crescimento expressivo em relação às 9.162 operações realizadas em 2024 e às 7.123 registradas em 2023. O aumento reflete os investimentos do governo do Estado na reconstrução, iluminação e regularização das pistas na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), fortalecendo a regularidade e a segurança das operações.
Para o governador Gladson Camelí os números refletem o compromisso da gestão com a integração do estado e com o atendimento às populações mais distantes.
“No Acre, a aviação não é apenas transporte, é uma ferramenta de cidadania. Os aeródromos permitem que o Estado chegue aonde muitas vezes a estrada ainda não chega, garantindo atendimento em saúde, transporte de insumos e ligação entre os municípios. Cada investimento nessas pistas representa mais acesso, mais agilidade e integração entre os municípios”, destaca.
Investimentos que ampliam operações
Com investimento superior a R$ 19 milhões e um plano de recuperação dos aeródromos aprovado pela Agência Nacional de Aviação Civil em 2021, o governo do Acre tem promovido melhorias estruturais que ampliam a segurança das operações e reduzem o isolamento de comunidades do interior.
O trabalho é conduzido pelo Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre), responsável pela manutenção dos oito aeródromos estaduais. Entre as ações executadas estão a recuperação das pistas de pouso e decolagem; melhorias estruturais e melhorias em terminais e estruturas de embarque. Tais intervenções visam ampliar a segurança operacional e garantir melhores condições para pousos e decolagens.
Entre as melhorias recentes executadas pelo Deracre, destacam-se a ampliação da infraestrutura e a implantação de iluminação noturna, permitindo a ampliação das operações em aeródromos como Marechal Thaumaturgo, Tarauacá, Porto Walter, Feijó e Xapuri.
Atualmente, o Deracre executa a recuperação dos aeródromos do Jordão e de Marechal Thaumaturgo. No Jordão, os serviços incluem nivelamento da pista, correção de pontos desgastados e reforço da superfície de pouso. Já em Marechal Thaumaturgo, além da manutenção da pista, é efetuada a revitalização da casa de embarque.
Segundo a presidente do Deracre, Sula Ximenes, os investimentos refletem a prioridade dada pelo governo à infraestrutura aeroportuária do estado.
“No Acre, muitas cidades dependem diretamente da aviação para garantir atendimento de saúde, transporte de pacientes e chegada de insumos. Cuidar dos aeródromos é cuidar das pessoas que vivem no interior. Entre 2019 e 2025, o governo do Estado investiu mais de R$ 30 milhões na manutenção e melhoria dessas estruturas, garantindo pistas mais seguras e melhores condições para pousos e decolagens. Somente entre 2023 e 2025, os aeródromos estaduais registraram mais de 26 mil voos, o que demonstra o quanto essa infraestrutura é essencial para manter o interior conectado”, informou.
Resposta rápida em momentos críticos
Entre os números que mais evidenciam a importância dos aeródromos estão as operações aeromédicas de tratamento fora de domicílio (TFD). Somente em janeiro deste ano, foram realizados 129 voos para esse fim, sendo 121 diurnos e 8 noturnos, destinados à transferência de pacientes em situação de urgência.
Para moradores de municípios isolados, a partir de onde o deslocamento fluvial pode levar dias, a existência de uma pista regularizada pode representar a diferença entre a vida e a morte. A ampliação das operações noturnas, viabilizada pela iluminação das pistas, tem garantido maior agilidade em casos críticos.
Além do transporte de pacientes em emergência, os voos também viabilizam envio de vacinas e insumos de saúde; transporte de equipes multiprofissionais e abastecimento de municípios isolados.
O secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal, destaca a importância da infraestrutura aeroportuária para garantir assistência à população. “Quando falamos em TFD, estamos falando de pessoas que precisam sair da sua cidade para continuar lutando pela própria vida. Nosso trabalho tem sido fortalecer a regionalização da saúde, levando serviços para mais perto da população. Mas, quando a transferência é necessária, especialmente em situações de urgência, essa assistência precisa chegar com rapidez. Os aeródromos garantem agilidade e segurança para quem mais precisa”, observa.
Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE







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