Imprensa noticiou que presidente da Bolívia teria tido filho com companheira.
Evo havia dito que filho morreu após nascer; Zapata está presa.

Da France Presse

Gabriela Zapata, ex-companheira do presidente da Bolívia Evo Morales, é presa acusada de tráfico de influência (Foto: Jorge Bernal/AFP)
Gabriela Zapata, ex-companheira do presidente da Bolívia Evo Morales, é presa acusada de tráfico de influência (Foto: Jorge Bernal/AFP)

Uma juíza de família exigiu que Gabriela Zapata, ex-namorada do presidente boliviano Evo Morales, apresente à Justiça o filho que o casal supostamente teria tido, dois meses após a imprensa revelar o relacionamento entre os dois e o nascimento de uma criança.

“Ordeno que a cidadã Gabriela Geraldine Zapata Montaño cumpra rigorosamente com a solicitação, relativa à apresentação do menor incluído neste processo, a fim de constituir a entrevista com a criança, sob as penas da lei”, afirma o comunicado divulgado pelo site da rádio privada Erbol.

A decisão, assinada pela juíza Elsa Sangüeza, faz parte do processo iniciado pelo presidente contra a sua ex-mulher para apresentar a criança, se viva, salvaguardando todos os princípios de privacidade.

No início de fevereiro, um jornalista boliviano revelou o caso entre o presidente e Zapata e o nascimento de uma criança que seria do mandatário.

O presidente disse que a criança havia morrido logo após o nascimento, oito ou nove anos atrás, mas depois o vice-presidente Alvaro Garcia Linera garantiu que o bebê nunca existiu — a certidão apresentada a Evo seria falsa. Não está claro, portanto, se a criança existe ou se de fato é filha de Evo.

Zapata, de 28 anos e ex-gerente da empresa chinesa CAMC, com contratos milionários concedidos na gestão de Morales, está presa há mais de um mês, acusada de enriquecimento ilícito.

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