Medida atende a pedido de diligências da Corte Superior para apurar envolvimento do governador do Acre Tião Viana (PT) no esquema de desvios na Petrobrás.

Foto: Alexandre Lima/arquivo
Foto: Alexandre Lima/arquivo

Estadão

O juiz Sérgio Moro determinou nesta quarta-feira, 25, o encaminhamento ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) dos documentos apreendidos nas buscas realizadas na residência do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa, incluindo sua agenda de capa preta que contém anotações dos negócios do executivo envolvendo políticos.

A medida atende ao pedido do ministro do STJ Luis Felipe Salomão, relator dos casos da Lava Jato na Corte, onde tramitam dois inquéritos para investigar suposta participação dos governadores do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), do Acre, Tião Viana (PT), e do ex-governador fluminense Sérgio Cabral (PMDB) em esquema de corrupção envolvendo a Petrobrás. Além dos documentos, apreendidos pela força-tarefa da Lava Jato no ano passado, também foram compartilhadas as análises da PF sobre a agenda de Paulo Roberto Costa.

Os documentos vão ser utilizados nas diligências da Corte para apurar o envolvimento do governador petista no esquema. Já no inquérito para apurar o envolvimento de Cabral, Pezão e Fichtner, a Procuradoria pediu que sejam coletados documentos, vídeos e registros de entradas e saídas do hotel Caesar Park em Ipanema, zona sul do Rio.

Veja a abaixo os documentos das buscas na casa de Paulo Roberto Costa encaminhados ao STJ:

Parte 1

Parte 2

Segundo os delatores, o local teria sido palco de um encontro, em 2010, para combinar a arrecadação de fundos com Costa. Foi pedido ainda que Cabral, Fichtner e executivos das empresas Skanska, OAS, UTC, Alusa, Techint e Odebrecht prestem depoimento no prazo de até 60 dias. Serão também analisadas as doações eleitorais feitas ao ex-governador do Rio. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terá prazo de 90 dias para isso.

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