Comitiva liderada pelos prefeitos que governam os municípios acrianos que faz fronteira com a Bolívia solicita atendimento digno aos presos agredidos em rebelião e oferecem assistência

WILIANDRO DERZE
Fotos: Alexandre Lima
Prefeitos André Hassem e Everaldo Gomes foram recebidos juiz Diego Bandir Joca Saucedo - Foto: Alexandre Lima
Prefeitos André Hassem e Everaldo Gomes foram recebidos juiz Diego Bandir Joca Saucedo – Foto: Alexandre Lima

Os prefeitos de Brasiléia e Epitaciolândia participaram de audiência na Bolívia com o Juiz do Instituto Penal Cautelar Diego Bandir Joca Saucedo. No objetivo de encontrar condições para o tratamento e acompanhamento dos presos brasileiros que foram agredidos na rebelião no presídio Villa Busch em Cobija.

A comitiva formada pelos dois prefeitos e vereadores de Brasiléia, tratou de questões como a saúde e segurança dos presos agredidos durante a rebelião. Já que dos quatro presos brasileiros agredidos dois receberam alta, um morreu e outro ainda se encontra em estado grave devido os ferimentos na cabeça.

De acordo com o Juiz da Corte boliviana é preciso que os advogados dos presos apresentem petições junto com as autoridades brasileiras pedindo da Corte boliviana uma analise médica mais apurada das condições dos presos que foram feridos e receberam alta do hospital. “Necessitamos de petições para tomarmos as providencias e colocarmos a Polícia boliviana para realizar a escolta dos presos feridos caso seja necessário um tratamento de saúde mais especifico”, informou o Juiz boliviano.

Juiz do Instituto Penal Cautelar Diego Bandir Joca Saucedo - Foto: Alexandre Lima
Juiz do Instituto Penal Cautelar Diego Bandir Joca Saucedo – Foto: Alexandre Lima

No caso do brasileiro que está com ferimentos graves na cabeça as autoridades providenciaram a transferência para a cidade de Cochabamba, mas o preso e seus familiares não aceitam a transferência com medo do prisioneiro não voltar para Cobija.

A grande preocupação dos prefeitos Everaldo Gomes de Brasiléia e André Hassem de Epitaciolândia é com relação ao risco que corre os presos feridos de contraírem uma infecção, tendo em vista que o presídio Villa Busch não oferece as condições mínimas de higiene.

De acordo com o prefeito Everaldo Gomes é importante que os presos tenham os atendimentos de saúde que garantam um tratamento digno. “Se for possível levar os presos para um hospital para que sejam bem acompanhados pelos médicos tirando o risco deles contraírem qualquer tipo de infecção, estamos aqui para tentar viabilizar as condições”, destacou.

Segundo o prefeito André Hassem as autoridades dos dois países devem entrar em um acordo e deixar que os presos feridos sejam tratados e acompanhados com atendimentos de saúde que garanta a sobrevivência dos detentos. “Estamos aqui para tentar sensibilizar as autoridades a encontrar as condições perante a justiça boliviana para assegurarmos a vida dos nossos cidadãos acrianos dentro dos presídios bolivianos”, argumentou.

Durante a reunião com o Juiz da Corte os prefeitos pediram autorização para visitar os prisioneiros brasileiros na Penitenciária Villa Busch, juntamente com os vereadores. O Juiz Diego Saucedo autorizou a visita e disse que estava à disposição para mais esclarecimento de quaisquer autoridades brasileiras.

Comissão organizada pelo prefeitos e vereadores da cidades de Brasiléia e Epitaciolândia - Foto: Alexandre Lima
Comissão organizada pelo prefeitos e vereadores da cidades de Brasiléia e Epitaciolândia – Foto: Alexandre Lima

 

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