Jornalista Nayara Lessa

“Quanto vale uma vida?”. Assim questionou a jornalista Nayra Lessa aos seus seguidores, nas redes sociais, quando desabafou sobre a onda de assaltos que vem ocorrendo em nosso estado e ainda por relatar às dificuldades que a população enfrenta na hora de formalizar um Boletim de Ocorrência (BO) nas delegacias de Rio Branco.

Na noite de quarta-feira (8), Nayra contou que sua mãe, uma senhora de 52 anos, foi assaltada em pleno “Dia Internacional da Mulher” no bairro Apolônio Sales, e que precisou andar até o Xavier Maia para prestar queixa à delegacia, porém, foi informada que o caso deveria ser tratado apenas na delegacia localizada na Cadeia Velho.

“Minha mãe, uma senhora de 52 anos de idade, teve uma faca apontada em sua direção, onde exigiam em troca da vida de três crianças que estavam com ela, todos os seus pertencentes (celular, bolsa com material de aula, relógio, brinco e cordão). Sim, a violência em nosso Estado está sem controle. Pior de tudo é que duas das três crianças que estavam com a minha mãe eram as mesmas que já haviam tido uma arma apontada em sua direção há alguns meses atrás”, relatou.

Nayra disse que depois de “horas e de muito choro, enfim foi feito o BO na tal delegacia. Antes disso, vizinhos e curiosos ligaram por várias vezes para o 190, porém ninguém veio atender”.

Antes de contar sobre o fato envolvendo sua mãe, a comunicadora relatou também que sua irmã já havia sido assaltada duas vezes naquela região do bairro Apolônio Sales e que ela mesma teve duas motocicletas roubadas.

“Com todo o respeito que tenho pelo Governador do Acre, como pai de família, como esposo, como filho e como avó, como autoridade máxima desse Estado, peço política de segurança na cidade. Não deixe os bandidos invadirem tudo como estão fazendo. O que será que falta acontecer neste Estado ou com a minha família para que alguma providência seja tomada?”, questiona.

Ainda em sua postagem, ela pede leis mais severas, reforço na segurança pública e investimento no setor. “Por isso, escrevo para pedir leis mais severas, que os bandidos sejam pegos e paguem por suas atrocidades (…) Os órgãos responsáveis devem tomar providências. Tirem dinheiro dos políticos para investir em educação, trabalho e segurança. Diminuam seus salários, cortem suas ricas diárias, tirem o auxilio paletó, moradia e etc”, acrescentou.

Concluindo seu desabafo, a jornalista questiona: “Quanto vale uma vida no Estado do Acre? Um celular? Um salário mínimo? Uma bolsa? Um relógio? Que as autoridades deem a resposta. Eu aguardo”.

Fonte: afolhadoacre

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