Animais confinados na Dom Porquito; modelo de produção será levado para fora / Foto: Angela Peres/Secom
Animais confinados na Dom Porquito; modelo de produção será levado para fora / Foto: Angela Peres/Secom

A Dom Porquito é mais uma parceria público-privada-comunitária que tem gerado emprego e renda para a população do Alto Acre. Na sexta-feira, 8, o secretário de Desenvolvimento Rural do Piauí, Francisco Lima, acompanhado dos superintendentes do Banco do Nordeste (BNB) e da Companhia de Desenvolvimento dos Vales de São Francisco e Parnaíba (Codevasf), Luiz Roberto Silva e Inaldo Guerra, visitou a indústria de suínos para conhecer as instalações e seu funcionamento.

Emanuel do Bonfim, superintendente regional da Caixa no Piauí, também participou da visita. A Unidade Produtora de Leitões, instalada em Brasileia, foi o primeiro local que a comitiva piauiense conheceu. O investimento de R$ 10 milhões assegura a produção de 1.700 leitões por semana. Os animais da Dom Porquito, além de possuírem uma excelente conversão alimentar e alta qualidade, têm o selo PIC (Pig Improvement Company), empresa que reúne a maior tradição de conhecimentos e inovações em desenvolvimento genético de suínos sob condições tropicais.

A empresa, por enquanto, abastece apenas o mercado interno. Com a inauguração do Frigorífico de Suínos Dom Porquito, que está em sua fase final de implantação, os produtos acreanos vão chegar as prateleiras dos supermercados internacionais. A ideia é abastecer, principalmente, o mercado andino. Além da Bolívia e Peru, o frigorífico vai exportar carne e embutidos para o México. O empreendimento vai gerar inicialmente 450 empregos diretos, podendo chegar a mil quando estiver operando com 100٪ da sua capacidade de produção.

A cadeia produtiva de suínos no Alto Acre beneficia 30 famílias de produtores familiares da região. A expectativa é que este número aumente para 200. Há menos de um ano trabalhando com a engorda dos porcos, Gleidson dos Santos afirma querer ampliar o negócio. “A última venda que eu fiz para a Dom Porquito foi de quatro mil e trezentos reais. Estou muito animado com o projeto e já pretendo aumentar a minha produção”, destacou.

Francisco Lima observa a magnitude do negócio: “Esta é uma modelagem interessante, que combina investimentos públicos e privados e um cuidado com as pessoas. Um negócio que tem uma visão de futuro modernizada e que mostra a animação do produtor com os resultados alcançados”.

Maria Meirelles/Secom

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