Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) está com fungos na parede - Foto: Alexandre Lima
Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) está com fungos na parede – Foto: Alexandre Lima

Alexandre Lima

O descaso por parte do Governo do Acre através da saúde está chegando ao limite na fronteira do Acre. Sem qualquer fiscalização por parte do Ministério Público e Judiciário, a população está tendo que receber atendimento de qualquer forma e meios, que os profissionais podem oferecer.

Com a promessa de um novo hospital que está com sua obra atrasada a quase dois anos, o velho Raimundo Chaar vem se deteriorando e colocando risco de vida, quem não condições de ir ao lado boliviano.

Aviso na porta orienta pessoas procurar o acesso pelo portão lateral - Foto: Alexandre Lima
Aviso na porta orienta pessoas procurar o acesso pelo portão lateral – Foto: Alexandre Lima

Na tentativa de ter um atendimento digno, só resta ir à cidade de Cobija, ou, se deslocar até a capital acreana, distante 240 quilômetros.

Sem aparelhos de ar-condicionado no pronto socorro, os enfermeiros e médicos se viram obrigados a mudar de sala e passar a atender os pacientes na recepção. Com os dias quentes e umidade no limite, crianças e idosos tem sofrido com a falta de um espaço adequado.

A sala de emergência que apresenta umidade nas paredes com lodo, se mistura a fiação elétrica exposta dos aparelhos de ar-condicionado quebrados à espera de conserto, além da falta de material de trabalho aos profissionais e medicamentos essenciais que não tem na farmácia, obrigando qualquer cidadão se deslocar a mais próxima.

Neste meio, se junta a falta de segurança que foi retirada do hospital a mais de quatro meses, onde o Estado coloca os médicos, enfermeiros e demais funcionários em perigo de vida.

Portando, apesar das denuncias e descaso por parte do governo do Acre e quem deveria fiscalizar, fica o recado: Não adoeça em Brasiléia!

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