Com a nova alteração, os prazos passam a 10 anos para promoção a Cabo e após isso, mais 5 anos para Sargento, totalizando 15 anos.
Marcos Venicios

O governo Gladson Cameli encaminhou a Assembleia Legislativa nesta semana um Projeto de Lei Complementar (PLC) alterando o tempo para que Policiais Militares em início de carreira sejam promovidos a Cabo e posteriormente a Sargento.

A proposta altera o artigo 13 da Lei Complementar nº 164, de 03 de julho de 2016 que informa que um militar deve ter 6 anos contados desde o curso de formação de soldado para ser promovido a Cabo e mais 3 anos como Cabo para ser promovido a Sargento. Com a nova alteração, os prazos passam a 10 anos para promoção a Cabo e após isso, mais 5 anos para Sargento, totalizando 15 anos.

O secretário da Associação dos Militares do Acre (AME/AC), Kalil Aquino, foi procurado pelo ac24horas para comentar o assunto. Ele afirmou que o governo do Estado não procurou as Associações Militares para tratar da pauta. “Ficamos sabendo dessa história ontem a noite. E ficarmos surpresos. Nunca fomos fechados ao diálogo pelo governo, muito pelo contrário, mas essa medida de encaminhar um projeto dessa magnitude a Aleac nos causa estranheza”, pontuou.

Mesmo sem o Projeto ter sido debatido nas Comissões da Assembleia Legislativa, o deputado Roberto Duarte (MDB), já se coloca terminantemente contra a sua aprovação. “Ao invés dessa lei o governador poderia enviar a lei para corrigir o pagamento do adicional de titulação dos militares. Conversei com os militares e ele se colocam contra essa medida imposta. No que depender de mim essa alteração não irá ocorrer”, disse.

Observando que a pauta geraria desgaste, o líder do governo Luís Tchê (PDT) conversou na manhã desta quarta-feira, 29, com o vice-governador Major Rocha e decidiu retirar o PLC da pauta da Aleac. “Resolvemos debater a proposta com as associações e sindicatos ligados. Sabemos que isso tem impacto direto na previdência e sentaremos com todos as partes para tentar chegar num acordo”, disse.

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