Nesta quarta-feira, 20, equipe econômica do governo se reuniu com ministro da Economia Paulo para buscar as alternativas urgentes ao equilíbrio das contas do Acre

Desde que assumiu o governo do Estado do Acre em 1º de janeiro de 2019, o governador Gladson Cameli sabia que estava diante de grandes e tortuosos desafios. Sem dúvidas, ver os funcionários sem receber parte do 13º foi um deles. Além disso, as dívidas que foram apresentadas pelo grupo que governou o Acre por 20 anos não eram, nem de perto, o equivalente ao que foi levantado pela equipe econômica do governo Gladson Cameli.

Governador Gladson Cameli solicitou o resgate dos possíveis contratos que poderiam ser restabelecidos por meio de renegociações, para não paralisar totalmente as obras Fotos: Hoana Gonçalves / ME

O governo encontrou operações de créditos em empréstimos de mais de 3,8 bilhões de reais, pulverizadas em cerca 40 contratos, entre instituições financeiras nacionais e internacionais. A maioria desses contratos geraram um montante de obras paralisadas, e outras, que foram entregues, já destruídas e sem nenhuma funcionalidade. A partir do diagnóstico, foram definidas as prioridades baseadas em critérios de responsabilidade fiscal e com a população.​ O governador Gladson Cameli solicitou o resgate dos possíveis contratos que poderiam ser restabelecidos por meio de renegociações, para não paralisar totalmente as obras. Outra grave crise encontrada foi com o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). A problemática da não observância aos limites pactuados com o BNDES, trouxe à tona um montante de recursos de 100 milhões de contratos utilizados indevidamente pelo governo anterior, convênios adquiridos para um fim e utilizados em outras operações, o que penalizou a nova gestão perante o banco.

O caos econômico do Estado do Acre figurava o maior desafio para manutenção da governança e gestão.​ A primeira atitude foi a reforma promovida pelo governo que reduziu em 40% os números de secretarias e cargos.​​​​​​​​ Com muito esforço, o governo correu para a mesa de renegociações com bancos, credores, dando prioridade ao pagamento do restante do 13º dos servidores estaduais, definitivamente quitados no final do mês de outubro de 2019. ​Diante desse cenário, a equipe de planejamento, gestão, tesouro e casa civil do governo, com diligência e responsabilidade, buscaram os mecanismos para o equilíbrio dos acordos financeiros estabelecidos antes de 2019.

Exatamente por isso, nesta quarta-feira, uma das importantes pautas do governo Gladson Cameli se deu no diálogo com o ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes e seus assessores. O governador solicitou a especial atenção do ministro e sua equipe técnica para avaliar a situação dessas operações de crédito.

“Reitero a urgência da necessidade de reequilibrar as finanças do Estado. Não temos como dar manutenção ao projeto de governo que idealizamos com um montante de dívidas como este; Estamos buscando manter nossos projetos sem continuar com o desequilíbrio que herdamos,” declarou enfático o governador.

Segundo a secretária da secretaria da Fazenda, Semírames Dias, precisamos gerar o urgente equilíbrio das contas por meio das renegociações. “Necessitamos rever taxas de juros, períodos de carência e maior dilatação de prazos para o pagamento das dívidas,” afirmou. O ministro se colocou à disposição do Acre, com toda sua equipe técnica para avaliar toda a situação. “Os estados que estão fazendo seu dever de casa, no tocante as suas contas públicas terão nosso apoio. Nosso corpo técnico, após análise, informará o posicionamento, buscando ajudar o Acre”, finalizou Guedes.

Na agenda, além do chefe do Executivo, participaram os senadores Marcio Bittar (MDB), Mailza Gomes (PP), os deputados federais Alan Rick (Dem) e Vanda Milani (Solidariedade), os secretários da Casa Civil Ribamar Trindade, Semírames Plácido Dias, da secretaria de Estado de Fazenda, Ricardo França, da representação do Acre em Brasília, (Repac).

Comentários