Produtores impedriam a saída de carretas com cargas de milhos do silo até acordo - Foto: Alexandre Lima
Produtores impedriam a saída de carretas com cargas de milhos do silo até acordo – Foto: Alexandre Lima

Alexandre Lima

Após quase quatro dias de bloqueio, o silo de grãos localizado no km 8 da BR 317 (Estrada do Pacífico), foi liberado pelo produtores que, impediam a saída de carretas com cargas de milho ali depositado. Liberado apenas a entrada.

O impasse, ou seja, impedimento, se deu devido os produtores não terem recebido até a data, o dinheiro do milho que sumiu, pouco mais de 600 toneladas, que foram depositados entre os anos de 2014 e 2015.

Sem um local adequado para guardar a produção do ano, os produtores se viram praticamente obrigados a depositar no silo oferecido pelo Governo do Acre, que foi administrados por associações e empresas particulares.

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Caso foi parar no MP e PF, onde os produtores pediam a intervenção no caso.

Neste dois anos, várias reuniões aconteceram e algumas soluções apresentadas, mas nada foi cumprido, deixando a cada vez, os produtores irritados e algumas denuncias foram surgindo, levando a público, um problemas que já aconteceu no município de Plácido de Castro anos atrás e que parou na Justiça.

Esse caso, foi solucionado quando o Estado assumiu a conta e pagou pelo prejuízo. Nesta mesma feita, aconteceu em Brasiléia onde os produtores não aceitaram a proposta de receber o passivo em 15 anos, proposta essa considerada imoral.

Acordo firmado e registrado na Capital.
Acordo firmado e registrado na Capital.

Na semana passada, após o bloqueio, o caso foi protocolado no Ministério Público na Polícia Federal, onde os produtores pediam a intervenção. Pressionado e querendo evitar mais um desgaste político, o Governo do Acre através da Secretaria de Estado de Agropecuária, enviou representantes para mais uma negociação.

Inicialmente, os cerca de 60 produtores, somente aceitariam liberar o silo caso fossem pagos em dinheiro, mas, resolveram aceitar a proposta de receber as 610 toneladas em seis parcelas a partir do dia 14 do mês vigente, terminado no dia 12 de setembro deste ano.

Se fazendo um levantamento de valores no preço da saca de 60 quilos, segundo sítios especializados, poderá ficar oscilando entre R$ 36,00 à 46,00 nos meses de maio até setembro. Calculando no valor menor, o estado deverá desembolsar cerca de R$ 2.160.000,00.

Como garantia, o acordo foi registrado no cartório de Rio Branco, onde o Estado, através do Secretário de Estado de Agropecuária, José Carlos reis da Silva, se compromete em ressarcir os produtores. Segundo Raildo Lima, um dos produtores, o acordo fechado foi resultado da união de todos que buscaram pelos seus direitos.

Uma sindicância interna está sendo realizada. Pelo menos três gestores que por ali passaram, foi comprovado a ingerência e irão ser responsabilizados pelo sumiço das 610 toneladas que desapareceram.

Produtores irão receber em seis parcelas as 610 toneladas desaparecidas nos anos de 2014 e 2015
Produtores irão receber em seis parcelas as 610 toneladas desaparecidas nos anos de 2014 e 2015

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