O governador Gladson Cameli se reuniu por videoconferência na tarde desta quinta-feira, 6, com representantes do Banco Mundial para alinhar estratégias de retomar as operações econômicas no Acre de forma a dar um fôlego na recuperação do estado durante este período da pandemia de Covid-19.

Atualmente, o principal resultado da parceria entre o governo e o banco é o financiamento das obras relacionadas ao Programa de Saneamento Ambiental e Inclusão Socioeconômica do Acre (Proser) e suas obras de saneamento nas cidades de difícil acesso do estado, sendo elas Santa Rosa do Purus, Marechal Thaumaturgo, Jordão e Porto Walter.

Esse contrato remota desde gestões anteriores, mas os projetos referentes a ele ainda não foram concluídos. Gladson Cameli destacou que seu governo levou praticamente todo o primeiro ano para solucionar os problemas de gestão administrativa herdados e, quando estava pronto para dar um avanço no Proser, a pandemia pegou a todos de surpresa, gerando uma série de problemas.

Com o indicativo do fim da operação entre governo e o Banco Mundial marcado para dezembro de 2021, o governo estuda formas de aumentar o tempo dela no Acre, o que significaria um avanço econômico e social necessário nesse período de enfrentamento à pandemia, gerando emprego e renda.

“Nós temos maior respeito e sabemos da importância do Banco Mundial para os acreanos. Estou há um ano e oito meses à frente deste governo e passamos todo o ano de 2019 reestruturando a máquina pública do Estado para honrar com nossos compromissos. Mas ninguém esperava que teríamos uma pandemia. Somos da região amazônica, com difícil acesso e uma logística extremamente complicada, por isso pedimos complacência para concluirmos as obras e o contrato”, destaca o governador.

A diretora do Banco Mundial Para o Brasil, Paloma Casero, esteve presente na reunião e ressaltou que a parceria das instituições é longa, principalmente neste contrato que foi iniciado em outra gestão. Agora, o trabalho vai ser analisar o que pode ser agilizado e resolvido com uma atenção para as particularidades do Acre.

“Podemos olhar as despesas, trabalhar de forma ágil e impactar na aplicação dos recursos. Ganhamos tempo e vemos o que precisa ser realocado dentro das demandas de curto prazo e o que temos mais a médio prazo”, completou a diretora.

Gladson Cameli encerrou o encontro reforçando que o tempo e a logística têm sido os maiores gargalos da execução das ações, lembrando dos esforços que estão sendo empreendidos para retomar a normalidade com investimentos e obras no estado.

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