ContilNet teve acesso à lista das 28 empresas contratadas pelo governo para esta nova etapa do programa

Fábio Pontes, da ContilNet Notícias

As empresas acusadas pela Polícia Federal de formação de cartel para fraudar e monopolizar contratos de obras públicas no Acre voltam a ter participação significativa em processos licitatórios da segunda fase do programa Ruas do Povo.

Lançada durante a semana pelo governador Tião Viana, a segunda fase do Ruas do Povo contará com a participação das empreiteiras cujos donos foram presos, e o processo está em tramitação na Justiça Federal.

Programa Ruas do Povo foi lançado no primeiro governo de Tião Viana e divide opiniões sobre sua qualidade
Programa Ruas do Povo foi lançado no primeiro governo de Tião Viana e divide opiniões sobre sua qualidade

ContilNet teve acesso à lista das 28 empresas contratadas pelo governo para esta nova etapa do programa. Entre as empresas denunciadas pela PF e que receberam novos lotes do programa estão a Ábaco Engenharia, MAV Construtora, Solte Construções, CIC e Etenge.

Elas foram acusadas pela PF de fraudar licitações do Ruas do Povo, unindo-se em cartel para eliminar a concorrência de outras empreiteiras.

O “grupo dos sete” também tinha como linha de atuação combinar os valores a ser apresentados nas licitações, bem como fazer “rodízio” entre os lotes em disputa.

As investigações também apontaram que elas receberam recursos públicos pelo pagamento de ruas não beneficiadas com os serviços de pavimentação e drenagem, mas que constavam como asfaltadas. Segundo o governo, nesta segunda etapa serão investidos R$ 260 milhões.

Rio Branco será a prioridade, pois, conforme o governo, quase 100% das vias no interior já foram asfaltadas, enquanto na capital o índice é de 40%. O Ruas do Povo atenderá 68 bairros. As obras nas 400 ruas beneficiadas serão executadas por 28 empreiteiras.

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