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Governador prestigia aula inaugural da 100ª edição do curso da Força Nacional em Cruzeiro do Sul
O governador Gladson Cameli, participou nesta quarta-feira, 29, da aula inaugural da 100ª edição do curso de Instrução de Nivelamento de Conhecimento (INC) da Força Nacional de Segurança Pública, realizada em Cruzeiro do Sul no Teatro dos Náuas. A capacitação reúne agentes de segurança de diversas regiões do país e tem como objetivo aprimorar técnicas operacionais para atuação em situações de crise e combate à criminalidade.

Governador destacou a importância da valorização do servidores da segurança pública do estado. Foto: Dhárcules Pinheiro/Sejusp.
Durante a solenidade, o secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubo, destacou a importância da formação contínua para o fortalecimento da segurança pública.
“Esta edição é um marco significativo para a Força Nacional. São cem turmas treinadas para servir com excelência e compromisso. O Acre tem sido um parceiro estratégico no fortalecimento da segurança, e essa capacitação reforça nosso empenho em garantir que os agentes estejam preparados para os desafios diários”, afirmou.

Secretário nacional de Justiça e Segurança Pública externa sua satisfação em contribuir com a segurança pública do Acre. Foto: Dhárcules Pinheiro/Sejusp.
O curso inclui treinamentos de patrulhamento tático, atendimento pré-hospitalar de combate, gerenciamento de crises e defesa pessoal, além de outras disciplinas essenciais para o desempenho da função. O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre, coronel José Américo Gaia, enfatizou a relevância da iniciativa para o estado.
“A segurança pública é um desafio diário, e investir na qualificação dos nossos agentes é fundamental. A realização deste curso no Acre demonstra o compromisso do governo em fortalecer a atuação das forças de segurança em nossa região”, pontuou.
O governador Gladson Cameli reafirmou o compromisso do governo estadual com a segurança e parabenizou os participantes do curso.
“É uma grande honra sediar essa edição histórica do curso da Força Nacional. O Acre tem trabalhado incansavelmente para oferecer melhores condições para nossos profissionais e para garantir a segurança da nossa população. Parabenizo cada aluno aqui presente pela dedicação e pelo compromisso com a sociedade”, declarou.

Participam do curso 119 alunos das polícias militar e civil. Além do Corpo de Bombeiros. Foto: Dharcules Pinheiro/Sejusp.
Entre os participantes do curso, a aluna e soldado Greta Marino, da Polícia Militar do Acre, destacou a oportunidade de aprimorar seus conhecimentos.
“É um treinamento intenso, que exige muito de nós, mas é uma experiência única. A Força Nacional nos proporciona capacitação de alto nível, o que nos prepara ainda mais para atuar em prol da segurança da população”, disse.
Já o aluno e agente Edjani Maciel, da Polícia Militar, ressaltou a troca de experiências entre os profissionais de diferentes estados. “Cada um traz sua vivência e aprendemos muito uns com os outros. A qualificação nos torna mais preparados e aptos para enfrentar qualquer desafio”, comentou.
A 100ª edição do curso INC da Força Nacional segue em Cruzeiro do Sul pelos próximos dias, com atividades práticas e teóricas para os agentes de segurança pública participantes. Na solenidade também foi anunciada a implantação do Centro Integrado de Segurança Pública e Proteção Ambiental (CISPPA), em Cruzeiro do Sul. Houve também a assinatura do termo de adesão ao projeto Escuta Susp, cujo objetivo é garantir atendimento psicológico online para os profissionais da segurança pública.
- Participam do curso 119 alunos das polícias militar e civil. Além do Corpo de Bombeiros. Foto: Dharcules Pinheiro/Sejusp.
- Secretário nacional de Justiça e Segurança Pública externa sua satisfação em contribuir com a segurança pública do Acre. Foto: Dhárcules Pinheiro/Sejusp.
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AMPAC repudia live de juiz aposentado antes de operação contra o crime organizado no Acre
Transmissão exibiu comboio policial momentos antes da deflagração de ação do Gaeco e da Polícia Civil, que resultou em ao menos 15 prisões em vários estados
A Associação dos Membros do Ministério Público do Estado do Acre (AMPAC) divulgou, nesta terça-feira (13), uma nota pública de repúdio à transmissão ao vivo realizada pelo juiz aposentado e advogado Edinaldo Muniz momentos antes da deflagração de uma grande operação do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Acre (MPAC), em conjunto com a Polícia Civil.
A live, publicada nas primeiras horas da manhã, mostrou um comboio de viaturas e agentes que se preparavam para cumprir mandados judiciais. A operação ocorreu de forma simultânea em Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Tarauacá, além de outros seis estados, e resultou na prisão de pelo menos 15 pessoas, atingindo a cúpula de uma facção criminosa envolvida com tráfico de drogas e cobrança de “taxa de segurança”.
Durante a transmissão, Edinaldo Muniz abordou agentes ainda na madrugada e questionou a movimentação policial, sem obter respostas. Ao final do vídeo, afirmou não ter recebido informações sobre a ação, mas exibiu imagens completas do comboio.
A atitude gerou forte repercussão nas redes sociais e críticas de internautas, que apontaram risco à investigação sigilosa. Em nota assinada pela presidente da entidade, Juliana Maximiano Hoff, a AMPAC destacou que operações de combate ao crime organizado exigem planejamento rigoroso, atuação integrada e absoluto sigilo, devido ao elevado risco enfrentado pelos agentes públicos.
Segundo a associação, a transmissão ao vivo criou uma possibilidade concreta de frustração das medidas judiciais, ocultação de provas e fuga de investigados, além de expor indevidamente os profissionais envolvidos, aumentando o risco de reações criminosas. A entidade afirmou ainda que o único beneficiado por esse tipo de conduta é o próprio crime organizado.
A AMPAC ressaltou que a gravidade do caso é ampliada pelo fato de a live ter sido realizada por um juiz aposentado, com décadas de atuação na magistratura e pleno conhecimento da necessidade de sigilo em ações dessa natureza. Ao final, a associação repudiou veementemente a transmissão, reafirmou apoio às instituições de segurança pública e defendeu que o êxito dessas operações depende de responsabilidade, prudência e compromisso com o interesse público.
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Operação ‘Casa Maior’ cumpre mais de 100 ordens judiciais no Acre e em outros seis estados

Polícia Civil do Acre e o Ministério Público concederam entrevista coletiva para apresentar detalhes e novos desdobramentos da Operação Casa Maior, que combate o crime organizado com atuação no Acre e em outros estados. Foto: Dhárcules Pinheiro/ Secom
Uma ação conjunta entre a Polícia Civil do Acre (PCAC) e o Ministério Público resultou no cumprimento de mais de 100 ordens judiciais nesta quarta-feira, 13, no Acre e em outros estados do país. A ofensiva, batizada de Operação Casa Maior, teve como foco o enfrentamento a uma organização criminosa com forte atuação interestadual, envolvida em tráfico de drogas, extorsão e crimes violentos.
No Acre, a operação foi coordenada pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) e executada pela Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), em conjunto com a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), e contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público.
Ao todo, foram expedidos 62 mandados de prisão preventiva e 39 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias utilizadas pelo grupo criminoso. Até o momento, 15 pessoas foram presas, mais de R$ 27 mil em dinheiro foram apreendidos, além de uma arma de fogo, munições e veículos.

Até o momento, 15 pessoas foram presas e houve apreensão de dinheiro, arma de fogo, veículos e bloqueio de contas ligadas ao crime organizado. Foto: Emerson Lima/ PCAC
As medidas judiciais foram cumpridas nos municípios de Rio Branco, Tarauacá e Cruzeiro do Sul, além dos estados de Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Paraíba e Mato Grosso. Segundo as autoridades, devido à ampla ramificação da organização criminosa, a operação precisou ser estendida para outros seis estados da federação, onde alvos estratégicos foram localizados e presos.
Em coletiva de imprensa, o Delegado-Geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, frisou que a operação representa apenas mais uma etapa de um trabalho investigativo contínuo de anos de investigação.
“As investigações não param por aqui. Estamos falando de um grupo criminoso altamente estruturado, que atuava na cobrança de pedágio de comerciantes, deliberava comandos para execuções e exercia papel decisivo dentro da organização criminosa. Não descartamos novas prisões e apreensões, pois esse trabalho não se encerra com a operação de hoje. As investigações continuam”, destacou o delegado-geral.

Arma de fogo e munições foram apreendidos durante a ação policial: Foto: Dhárcules Pinheiro
O coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Bernardo Albano, ressaltou a complexidade da investigação e o alcance interestadual do esquema criminoso. “Foi identificada uma ligação direta entre criminosos do Acre com presos do sistema prisional do Rio de Janeiro e também com foragidos daquele estado. A investigação revelou ainda a participação de advogados já condenados por integrar organização criminosa, além do envolvimento de esposas de lideranças, que passaram a expedir ordens após a prisão de seus maridos”, afirmou o promotor.
As apurações também identificaram e resultaram no bloqueio de um grande fluxo financeiro utilizado para financiar as atividades criminosas e manter o padrão de vida das lideranças da facção. Além disso, os investigadores conseguiram mapear o processo decisório interno, as disputas de poder e a hierarquia dentro da organização.
Além do tráfico de drogas, a Operação Casa Maior desarticulou esquemas de extorsão contra comerciantes do centro de Rio Branco, que eram obrigados a pagar supostas “taxas de segurança” impostas por criminosos. A ação representa um duro golpe contra o crime organizado e reforça a atuação integrada das forças de segurança e do Ministério Público no combate às facções criminosas no Acre e no país.
Fonte: PCAC
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PM e ICMBio prendem caçadores com 11 animais silvestres abatidos dentro de terra indígena no Acre
Operação na Terra Indígena Kampa do Amônia apreendeu armas artesanais, munições e carne de porcos-do-mato, macacos, jacaré e mutum; indígenas haviam denunciado invasão

Na embarcação, os policiais localizaram cinco armas de fogo artesanais nos calibres 16 e 28, diversas munições intactas e instrumentos usados para caça. Foto: captada
Uma ação conjunta do 6º Batalhão da Polícia Militar do Acre e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) resultou na prisão de dois homens por caça predatória dentro da Terra Indígena Kampa do Amônia, no município de Marechal Thaumaturgo. A operação foi acionada após denúncias de indígenas sobre a invasão de moradores da área urbana.
Durante a abordagem no igarapé Arara, foram encontrados jabutis vivos e carne de 11 animais silvestres abatidos — incluindo quatro porcos-do-mato, cinco macacos guariba, um jacaré e um mutum —, além de seis quilos de sal e insumos para conservação. Na embarcação dos suspeitos, os policiais apreenderam cinco armas de fogo artesanais, munições e equipamentos de caça.
Os envolvidos confessaram que estavam caçando há cinco dias dentro da área protegida. Foram presos em flagrante sem resistência e levados à delegacia de Marechal Thaumaturgo junto com todo o material apreendido.











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