Estado fez acordo com Hospital Santa Juliana. Em coletiva, governador e prefeita de Rio Branco reforçam importância do isolamento social.

Governador do AC vai estender decreto de calamidade pública por Covid-19 e anuncia mais leitos de UTI — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

O governador do Acre, Gladson Cameli, e a prefeita de Rio Branco, Socorro Neri, se reuniram na manhã desta quarta-feira (1º) para falar sobre algumas medidas de combate ao novo coronavírus no estado. Os dois fizeram uma coletiva informando que é preciso seguir mais à risca o isolamento social.

No Acre, até esta terça-feira (31), foram confirmados 41 casos de Covid-19. O decreto de calamidade pública, que terminaria nesta sexta-feira (24), foi esticado até 15 de abril, segundo o governador.

_______________

O assunto mais comentado pelos dois gestores na coletiva foi também a falta de insumos e o governador aproveitou para dizer que o hospital Santa Juliana, da rede particular de saúde, doou 20 leitos de UTI a custo zero.

______________

Dentre as definições da reunião ficou acertado que a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) será responsável por coordenar o processo de ocupação dos leitos de UTI no Hospital Santa Juliana.

“Vamos ter que dar apenas as condições de funcionamento”, disse o governador.

Socorro Neri, prefeita de Rio Branco, diz que não é possível viver momento de calamidade pública com “normalidade” — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Rigidez

A prefeita Socorro Neri foi dura ao dizer que muitos rio-branquenses não estão cumprindo as medidas decretadas pelo poder público. Ela diz que não é possível ter “sensação de normalidade” durante um período de calamidade pública.

Defendeu ainda medidas mais duras para quem descumprir os decretos.

“O governador nos diz que, se for necessário, adotará o poder de polícia para garantir que as medidas sejam cumpridas. Todo nós precisamos apoiar essa decisão, ninguém tem o direito de descumprir uma medida, a pessoa não pode se colocar em risco, porque, ao fazer isso, está fazendo contra toda a população”, destacou.

Com relação à volta das aulas, os dois alegaram que é necessário avaliar cada período e, caso seja necessário, a suspensão também pode ser prorrogada.

A frota de ônibus está funcionando apenas com 40% de sua capacidade por conta do decreto da prefeitura. Mas, mesmo assim, não é difícil ver grande quantidade de passageiros no Terminal Urbano da capital.

Socorro diz que a higienização de espaços públicos tem ajudado no controle da contaminação, mas criticou as pessoas que continuam saindo de casa. Ela destaca que apenas quem trabalha em serviços essenciais circule pela cidade.

“A grande procura por transporte público, no nosso entendimento, decorre do não cumprimento das medidas de isolamento. Se estivessem circulando hoje somente aqueles que estão em atividade consideradas essenciais, não teríamos essa movimentação de transporte público e veículos particulares que estamos vendo”, destacou.

Ela diz ainda que lamenta que ainda não estejam levando a situação da pandemia a sério.

“Tem me chamado a atenção a movimentação de veículos, como se estivéssemos em um período normal, mas nós não estamos, não podemos ter sensação de normalidade, estamos vivendo estado de calamidade pública e isso precisa ser respeitado”, frisou.

Comentários