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Giro Gastronômico GPS | Brasília: inaugurações e festivais agitam este início de julho

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Giro Gastronômico GPS | Brasília: inaugurações e festivais agitam este início de julho
Pedro Reis

Giro Gastronômico GPS | Brasília: inaugurações e festivais agitam este início de julho

Brasília é uma cidade que pulsa gastronomia, e a cada mês novas opções se destacam no cenário culinário. Neste giro gastronômico, apresentamos estabelecimentos que estão dando o que falar na capital federal, seja com inaugurações ou novos pratos. Prepare-se para explorar sabores e experiências únicas que vão desde wine bars sofisticados até doces inovadores.

  • Palomina Bar: novo wine bar na 405 Sul

Inaugurado no início de julho, o Palomina Bar traz uma proposta despojada para os amantes do vinho em Brasília. Localizado na 405 Sul, o espaço combina modernidade e tradição, com uma carta de vinhos selecionada pelo sommelier Gabriel Cunha Campos e drinks autorais assinados pelo mixologista Bruno Machado. O ambiente, projetado pelo Ateliê Versiani, mistura traços da Europa Ocidental com um toque minimalista, criando um refúgio acolhedor para encontros e celebrações.

Serviço:

Local: CLS 405 Sul
Horário de funcionamento: ter, qua, qui: 19h às 23h | sex e sáb: 16h às 01h | dom: 15h às 22h
Instagram: @palominabar

Palomina Bar_Divulgação
Palomina Bar | foto: divulgação
  • Barolo Trattoria: Festival de Inverno no ParkShopping

A tradicional Barolo Trattoria participa do Festival de Inverno do ParkShopping, oferecendo menus exclusivos de almoço e jantar até o dia 2 de agosto. O chef Neldi Deitos Netto preparou pratos que aquecem o coração, como a concha de quatro queijos ao molho sugo e o filé mignon e panna e funghi. Além disso, os clientes que acumularem cinco menus completos ganham uma garrafa de vinho Don Prospero.

Serviço:

Local: ParkShopping Brasília
Horário de funcionamento: seg a qui: 11h30 às 15h30 e 18h30 às 22h30 | sex: 11h30 às 16h e 18h30 às 23h | sáb: 11h30 às 23h | dom: 11h30 às 20h

Barolo Trattoria - divulgação
Barolo Trattoria | Foto: divulgação
  • Los Santos Pizza & Pão: promoção especial para o Dia da Pizza

Em celebração ao Dia da Pizza, no dia 10 de julho, a Los Santos Pizza & Pão oferece uma promoção irresistível: duas pizzas grandes nos sabores clássicos Margherita e Calabresa por R$99,90. Conhecida pela qualidade e autenticidade, a casa proporciona uma experiência que combina tradição e sabor. Além das pizzas, a Los Santos Pizza & Pão agora oferece o supreme, um doce nova-iorquino que combina a massa folhada do croissant com creme de confeiteiro. Disponível em sabores como chocolate trufado, limão e pistache, o doce é a nova febre entre os brasilienses.

Serviço:

Local: SRTVN Ed. Radio Center, Loja 54 Asa Norte
Telefone: (61)98142-0578
Horário de funcionamento: seg a sex: 11h às 23h30 | sáb, dom e feriado: 16h às 23h30

Supreme - Los Santos - Divulgação (1)
Supreme Los Santos | Foto: divulgação
  • Haná Restaurante Japonês: celebre o dia do temaki

No dia 8 de cada mês, o Haná Restaurante Japonês celebra o Dia do Temaki, oferecendo uma variedade de sabores tanto no Rodízio Premium quanto no à la carte. Localizado na 408 Sul, o restaurante é um ponto de referência para os amantes da culinária japonesa em Brasília.

Serviço:

Local: SCLS 408 Bloco B Loja 35 – Asa Sul
Telefone: (61)3244-9999
Horário de funcionamento: almoço – seg a sex: 12h às 15h | sáb e dom: 12h às 16h | jantar – dom a qui: 18h30 às 23h | sex e sáb: 18h30 à 0h
Instagram: @ hanajapones

Temaki Camarao Hana
Temaki Camarao Hana | Foto: divulgação
  • Don Romano: menu especial para o inverno

A Don Romano apresenta um menu especial para o inverno, com pratos como o risoto di peppe e a burrata Avvolta. Com unidades no Lago Sul e Asa Norte, a casa italiana oferece uma experiência gastronômica acolhedora e saborosa.

Serviço:

Locais: QI 11 Lago Sul | CLN 209 Bloco D Loja 59 – Asa Norte | Águas Claras (delivery)
Horário de funcionamento: seg a dom – 11h30 às 23h
Telefones: 3248-0078 (Lago Sul) | 3546-1871 (Asa Norte) | 3435-4030 (Águas Claras)
Instagram: @donromanopizzaria

Don Romano - Divulgação (3)
Don Romano | Foto: divulgação
  • Bar Juvenal: novo point de Brasília

Inaugurado em 4 de julho, o Bar Juvenal chega à Asa Sul com um cardápio diversificado e bebidas especiais. A casa oferece pratos como frango inteiro gratinado com parmesão e bebidas a preços promocionais no happy hour. Com uma história curiosa e um ambiente descontraído, o Bar Juvenal promete ser o novo point de diversão na cidade.

Serviço:

Local: CLS 207 Bloco B S/N Loja 05 – Asa Sul
Inauguração: 4 de julho
Horário de funcionamento: terça a quinta: 12h à 00h | sexta e sábado: 12h à 01h | domingo: 12h à 00h
Couvert artístico: R$ 12

Juvenal - divulgação 3
Juvenal | Foto: divulgação
  • Bla’s Cozinha de Cultura promove Festival de Inverno

Com o início do inverno, o Bla’s Cozinha de Culturas, na 406 Norte, oferece um festival de inverno com menu especial, rodízio de risotos e promoção de vinhos. O Menu das Estações apresenta pratos ideais para o clima frio, com opções de almoço e jantar a preços acessíveis.

Serviço:

Endereço: CLN 406 Bloco B Loja 60
Horário de funcionamento: terça a sexta: almoço 12h às 15h | jantar 18h30 às 23h
Telefone: (61)3879-3430
Instagram: @blascozinhadecultura

Rodízio de Risotos - Blas - Foto Victor Rocha Divulgação
Rodízio de risotos Blas | Foto: Victor Rocha
  • Benita Paninoteca lança cardápio exclusivo para o inverno

Localizada na Asa Sul, a Benita Paninoteca oferece um cardápio especial de inverno com delícias como polenta cremosa e sopas servidas no pão. Além disso, aos finais de semana, a casa promove cafés temáticos que variam entre americano, europeu, e nordestino, proporcionando uma experiência única por R$35.

Serviço:

Endereço: CLS 403 Bloco A Loja 15 – Asa Sul
Horário de funcionamento: seg a sex: 12h às 22h | sáb a dom: 9h às 13h
Instagram: @benitapaninoteca

Benita Paninoteca
Benita Paninoteca | Foto: divulgação

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Fonte: Nacional

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Sipam prevê friagem de forte intensidade no Acre e Rondônia a partir desta sexta-feira

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Uma frente fria chega ao sul da Amazônia nesta sexta-feira (12), e muda o tempo na região, inclusive sobre acre e Rondônia, de acordo com a Divisão de Meteorologia e Climatologia do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam).

Para este dia a previsão é de tempo parcialmente nublado a nublado com pancadas isoladas de chuva e trovoadas entre a tarde e à noite nas regiões. Nas demais áreas a previsão é de céu nublado a encoberto com possibilidade de chuva fraca ao longo do dia. Ainda faz calor durante o dia, mas a partir da tarde a temperatura entrará em declínio com a entrada da friagem que virá acompanhada desta frente fria. Esta friagem será de forte intensidade e derrubará a temperatura do meio para o final desta sexta-feira em todo Acre e Rondônia.

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Governo nomeia todos os candidatos aprovados no último concurso da Polícia Civil de RO

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O governador em exercício de Rondônia, Sérgio Gonçalves da Silva, nomeou todos os 306 candidatos aprovados no último concurso da Polícia Civil. Eles terão prazo de 30 dias para a posse, que se consolida com a apresentação de uma série de documentos definidos em Lei.

O concurso ofereceu vagas para agente (145), escrivão (100), datiloscopista (40), delegado (10), médico-legista (10) e técnico em necropsia (14).

Os salários dos novos policiais serão de R$ 15.500 para delegados e médicos-legistas e R$ 5.083 aos demais novos servidores.

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Nascido há 100 anos, César Lattes fez descoberta que marcou a física 

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No alto do Monte Chacaltaya, a 5,5 mil metros acima do mar, em La Paz, o jovem físico brasileiro César Lattes, de apenas 23 anos, estava, naquele ano de 1947, diante do cenário da sua mais incrível descoberta. Ele puxava o ar para respirar na altitude boliviana porque sabia que iria valer a pena.  Preparou um experimento com emulsões químicas em chapas fotográficas e conseguiu identificar partículas méson Pí, uma hipótese que estava antes apenas no campo da teoria para explicar o funcionamento do átomo.

A ação garantiu o Nobel para o chefe do laboratório em Bristol (Inglaterra), Cecil Powell, para o qual o brasileiro trabalhava. Mesmo não recebendo o prêmio individualmente, César Lattes foi aclamado e ficou famoso. Agradeceu os convites de trabalho do mundo inteiro, mas resolveu trabalhar no Brasil. Lattes nasceu em 1924, há exatos 100 anos em Curitiba (PR), e morreu em 2005.

No cenário acadêmico brasileiro, Lattes é homenageado pelo nome de uma plataforma que reúne os dados de pesquisadores e professores brasileiros, na base do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ). Isso porque o físico teve uma trajetória que foi além do seu campo de pesquisa e defendeu, durante toda a vida, a ciência no Brasil. 

Nota 10

César Lattes foi um jovem que, com 19 anos, formou-se em física na Universidade de São Paulo (USP). Ele ingressou no início de 1941 e terminou no final de 1943. “Nas disciplinas do último ano, que tinham temas mais avançados, relacionados ao que a gente chama de física moderna do século 20, associada à relatividade e aos conhecimentos quânticos, ele tirou 10 em todas as matérias”, afirma o professor Ivã Gurgel, da USP. Era raro alguém ter um desempenho desse tipo naquele curso que estava, segundo o docente, atualizado com os principais conhecimentos do que se fazia no mundo. 

Quando se formou, Lattes ficou entusiasmado ao ficar sabendo do que era feito na Inglaterra na detecção de partículas de raios cósmicos, tema que já trabalhava com seus professores Gleb Wataghin e Giuseppe Occhialini, no Departamento de Física. Em 1946, a convite de Occhialini, Lattes foi para a Universidade de Bristol, Reino Unido, com bolsa da British Council, trabalhar no laboratório de Cecil Powell na calibração das novas emulsões nucleares, um detector de partículas que era um aperfeiçoamento das chapas fotográficas comuns.

Por que não explode?

O que eles buscavam entender é como prótons (partículas com carga positiva) ficam juntos no núcleo do átomo sem se repelir. Professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Antonio Augusto Videira, da área de filosofia e história da ciência, considera que esse é um problema muito importante da física nuclear na década de 30: entender como o núcleo do átomo fica coeso e o que está fazendo o papel de “cola” entre os prótons.

“As partículas mesons estavam sendo procuradas há uma década por físicos não apenas na Inglaterra, mas também nos Estados Unidos”, afirma Videira. O professor da UERJ, que também é colaborador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), explica que  Lattes começou rapidamente a imaginar outros processos para conhecer melhor as emulsões a fim de que os experimentos fossem mais confiáveis.

 “Antes, eles não conseguiam extrair dados quantitativos. Conseguiam registrar, mas não sabiam a massa e energia do evento. O meson é como se fosse uma partícula intermediária entre o próton e o neutron”. Primeiro, ele buscou realizar o experimento no Pic du Midi, a 2.880 metros acima do nível do mar, na França, com emulsões tratadas com Boro. Mas ainda não foi o suficiente. “O Lattes tem a ideia de ir a uma montanha ainda mais alta, na Bolívia. Ele deixou as chapas e um mês depois voltou ao monte, recolheu as chapas e conseguiu encontrar os registros”.

Revelação

Para chegar ao monte, havia uma estrutura porque lá estava um clube de esqui e era uma região que abrigava refugiados europeus que foram para Bolívia para fugir do fascismo e do nazismo durante a 2ª Guerra Mundial. “O governo boliviano, interessado em conhecer o clima da região, tinha instalado uma estação meteorológica. Então, havia como chegar lá”. Lattes, então, faz a primeira revelação na antiga Faculdade Nacional de Filosofia, que era ligada ao Museu do Brasil. 

“Ele ficou muito animado. Chegou a dar um seminário aqui sobre isso. anunciando que as chapas que havia exposto na Bolívia tinham resultados positivos”. Depois, voltou para a Inglaterra, e a equipe percebeu muitos eventos. “Eles acabam publicando trabalhos que vão ser conhecidos e que vão confirmar a existência do meson”. Esses resultados vão beneficiar Cecil Powell, em 1949, que era o chefe laboratório em Bristol.

Antonio Augusto Videira explica que pesquisadores brasileiros buscam entender por que o prêmio não foi para Lattes. “Ele acabou não ganhando o Prêmio Nobel por uma série de razões. Ele foi indicado sete vezes para o Prêmio Nobel e acabou não ganhando”. 

Nos anos seguintes, as pesquisas de Lattes passam a ficar conhecidas e a ter destaque na imprensa. “Ele fica muito conhecido, e essa popularidade vai ser fundamental para que haja uma transformação na física e na ciência brasileiras”, afirma o professor da Uerj.  

Luta pela ciência

Segundo o professor Ivã Gurgel, da USP, César Lattes foi convidado para trabalhar em institutos e universidades de várias partes do mundo. “Mas resolveu voltar para o Brasil”. E ele passa a não somente defender os temas da física, mas se juntar a outros pesquisadores para exaltar a necessidade de investimento na ciência. “Eles queriam, por exemplo, obter o chamado tempo integral para os professores, que hoje em dia a gente chama de dedicação exclusiva”. Lattes fez carreira também na USP e Unicamp depois de voltar ao Brasil.

O contexto daquele final dos anos 1950 ajudava no convencimento. “Todos os eventos que aconteceram durante a 2ª Guerra foram por avanços científicos e tecnológicos. Mostraram a importância que a ciência tinha para a segurança de um país, não apenas para a segurança, mas para o desenvolvimento econômico, social e cultural”, diz Videira. Nesse contexto, deu-se a criação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por exemplo. 

“Eles não pensavam apenas na física. Para que a física pudesse se desenvolver de forma positiva, ela precisava de químicos, de engenheiros de diversas áreas, ela já precisava de matemáticos”, afirma o pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, entidade também criada em 1949.

Para o pesquisador, isso aconteceu de forma muito rápida e intensa, levando em conta que as comunicações ocorriam por cartas e telefonemas,com dificuldades.  Segundo os professores entrevistados, a história de César Lattes deve inspirar os mais jovens. O professor da USP Ivã Gurgel testemunha que, mesmo com os alunos na graduação, há quem não conheça quem foi o pesquisador. “A gente precisa fazer um trabalho de preservação de memória e de divulgação”, considera.

A trajetória do homem que resolveu defender a ciência poderia, de acordo com Antonio Videira, ser exemplo, porque Lattes demonstrava ideais nacionalistas.  “Seria muito interessante se as escolas pudessem multiplicar histórias como a dele. Tem que ter textos e vídeos sobre ele para serem divulgados nas redes sociais, por exemplo”.

Fonte: EBC GERAL

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