Cotidiano
Fundação Hospitalar do Acre introduz novo tratamento para “Pé Torto” em recém-nascidos
O tratamento oferecido pela FHA consiste na técnica de gessos seriados, que são aplicados semanalmente. Essa abordagem envolve a colocação de gessos que corrigem progressivamente a posição do pé, seguido pelo uso de uma órtese, conhecida como “botinha”

O pé torto é caracterizado pelo desvio dos pés, que se voltam para dentro e para baixo, dificultando a mobilidade e o desenvolvimento motor da criança se não tratado adequadamente. Foto: assessoria
A Fundação Hospitalar do Acre (FHA) anunciou a implementação de um novo tratamento para crianças diagnosticadas com pé torto, uma malformação congênita que afeta milhares de recém-nascidos todos os anos. O pé torto é caracterizado pelo desvio dos pés, que se voltam para dentro e para baixo, dificultando a mobilidade e o desenvolvimento motor da criança se não tratado adequadamente.
A condição, que ocorre em 1 a cada 1.000 nascidos vivos, é considerada de origem idiopática – sem causa determinada, embora estudos da Universidade de Oxford indiquem uma possível relação genética. O tratamento oferecido pela FHA consiste na técnica de gessos seriados, que são aplicados semanalmente. Essa abordagem envolve a colocação de gessos que corrigem progressivamente a posição do pé, seguido pelo uso de uma órtese, conhecida como “botinha”, que deve ser utilizada entre 23 e 14 horas por dia, conforme a fase do tratamento, até os quatro anos de idade.
Jasmin Almeida, mãe de um menino de sete meses que está se beneficiando desse tratamento, compartilha sua experiência: “A princípio foi bem difícil, porque o gesso é a parte mais desafiadora até ele se adaptar. Mas depois que tudo passou, ver o pezinho dele normalizado trouxe uma alegria imensa ao nosso coração.”
A médica ortopedista responsável pelo acompanhamento das crianças esclarece que o tratamento envolve de quatro a oito gessos, e pode incluir uma procedure conhecida como tenotomia para garantir melhores resultados. Os pacientes são monitorados até a adolescência, garantindo um desenvolvimento saudável e adequado.
Comentários
Cotidiano
Acre, em outubro, desligou mais empregados do que contratou
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio/AC) analisou os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados recentemente pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) referentes ao mês de outubro, que apresenta a situação atual do nível de admissões e demissões ocorridas em todo o País.
Tais dados são de grande relevância para a economia nacional e regional, indicando a taxa de ocupação formal, bem como a renda gerada pelo trabalho.
Os dados divulgados indicam que o número de postos de trabalho contou com 2.271.460 admissões contra 2.186.313 desligamentos, mantendo um saldo positivo de 85.147 postos formais ocupados no mês de outubro.
O volume de admissões, apesar de ter sido mais elevado do que o observado em setembro em 30.002 vagas formais, o número de desligamentos na comparação com o mesmo mês sofreu uma retração de 98.007 postos.
No acumulado do ano, em todo o País, foram admitidos 23.050.304 trabalhadores e desligados 21.249.654, com saldo positivo no acumulado de 1.800.650 postos.
Os setores que mais contrataram em outubro foram: serviços, com 1.987.847 admissões e 1.005.411 desligamentos, mantendo saldo positivo de 82.436 vagas formais, com ênfase nas atividades de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas; seguido pelo comércio, com 547.183 admissões e 521.591 desligamentos, mantendo saldo positivo de 25.592 postos ocupados; indústria em geral, com 326.980 admissões e 337.072 desligamentos, indicando uma retração no saldo de postos ocupados de -10.092 vagas, tendo sido a indústria de transformação a que mais desligou no período. O Acre, por sua vez, realizou 4.200 admissões e desligou 4.372 trabalhadores no mês de outubro, ficando com saldo negativo de -172 postos formais ocupados, diferente do que ocorreu em setembro, quando o número de contratações chegou a 4.592 postos contra 3.774 desligamentos.
Outubro não foi um bom mês para a atividade formal. De todas as atividades econômicas, a única que obteve saldo positivo foi a construção, com 65 novos postos, ocorridos pelo número de obras públicas sendo realizadas em todo o Estado. Todas as demais atividades econômicas apresentaram saldos negativos no mês de outubro, liderados pelo setor de serviços, com -104 postos, seguido pela indústria em geral, com -88 postos; agricultura, com -23 postos; e comércio, com -22 postos.
A quantidade de admissões ocorridas em todo o Estado tem a maior participação: Rio Branco, com 2.962; Cruzeiro do Sul, com 351; Brasiléia, com 146; Sena Madureira, com 134 postos.
Contudo, da mesma forma que a capital liderou o ranking de admissões em outubro, também foi a que mais desligou, com 3.066 postos ocupados a menos, seguido de Cruzeiro do Sul, com redução de -5 postos.
Os únicos municípios que apresentaram saldo positivo em outubro foram: Bujari, com 56 postos; Brasiléia, com 17; Feijó, com 13; Assis Brasil, com 8 postos; Porto Acre, com 7 postos; e Porto Walter, com 2 postos ocupados a mais em outubro.
Segundo o assessor da presidência da Fecomércio-AC, Egídio Garó, “todos os demais municípios desligaram mais do que contrataram, indicando a retração observada nas diversas atividades econômicas, na desconfiança com o momento econômico atual, a SELIC elevada, a retração do crédito e o endividamento do cidadão”, explicou.
“Contudo, com a proximidade das festividades de final de ano e a expectativa da redução da taxa básica, espera-se que, em 2026, esse número seja crescente em todo o Estado”, finalizou Garó.
Comentários
Cotidiano
Calor e umidade podem inutilizar medicamentos durante o período de chuvas, alerta farmacêutico
Docente da Afya Cruzeiro do Sul explica como ambientes úmidos aceleram a degradação dos fármacos e orienta sobre armazenamento seguro em casa
Com a intensificação das chuvas e o aumento da umidade em diversas regiões do país, cresce também o risco de perda de eficácia dos medicamentos armazenados em casa. As condições climáticas típicas do período, podem acelerar processos de degradação dos fármacos, comprometendo tratamentos e colocando a saúde da população em risco. Diante desse cenário, o farmacêutico e docente da Afya Cruzeiro do Sul, Gerson Coelho, reforça orientações essenciais para garantir o armazenamento seguro e evitar danos aos produtos.
Segundo o especialista, a exposição inadequada pode desencadear reações químicas que alteram a estabilidade do fármaco. “A umidade e o calor aceleram a degradação, reduzindo a potência e podendo até gerar substâncias tóxicas”, afirma Coelho. Ele ressalta que o problema é ainda mais grave em medicamentos de uso contínuo ou essenciais, como antibióticos, insulinas, hormônios e antiepilépticos.
As formas farmacêuticas também reagem de maneira diferente a essas condições. Comprimidos podem inchar, rachar ou se desmanchar; cápsulas tendem a amolecer ou grudar; soluções líquidas podem apresentar turvação, separação de fases ou alterações no cheiro. “Esses sinais indicam que o medicamento não deve ser utilizado, pois perdeu estabilidade e pode causar efeitos imprevisíveis”, reforça.
Produtos que dependem de refrigeração, como insulinas e imunobiológicos, são particularmente sensíveis. Em caso de falta de energia prolongada, o paciente deve manter o medicamento na geladeira fechada pelo maior tempo possível e, se necessário, transferi-lo para uma bolsa térmica apropriada. “O contato direto com gelo nunca deve ocorrer, porque pode danificar o produto tanto quanto o calor”, alerta o docente.
Cozinha e banheiro devem ser evitados
Apesar de serem locais tradicionalmente usados, banheiros e cozinhas não são adequados para armazenar medicamentos. A umidade constante e o calor produzido por duchas e fogões aceleram processos de degradação. “São ambientes instáveis, que favorecem hidrólise, oxidação e até contaminação microbiana”, explica Coelho.
Ele recomenda que os remédios sejam guardados em armários altos de quartos ou corredores, protegidos da luz e longe de eventuais pontos de infiltração ou enchentes. Em regiões mais críticas, caixas plásticas vedadas ou sacos herméticos podem ajudar a reduzir a umidade.
Coelho orienta a população a adotar medidas preventivas antes de tempestades ou possíveis enchentes. Manter os medicamentos em prateleiras elevadas, usar embalagens vedadas e montar um kit de fácil acesso com os itens essenciais são passos fundamentais. “A organização antecipada evita perdas e garante continuidade do tratamento mesmo em situações emergenciais”, destaca.
Alterações na cor, cheiro, textura ou na integridade das embalagens são sinais de comprometimento. Medicamentos molhados ou expostos à água contaminada devem ser descartados imediatamente. “Na dúvida, a orientação é sempre descartar em pontos de coleta adequados. Nunca no lixo comum ou no vaso sanitário”, enfatiza o farmacêutico.
Para o especialista, a chave é vigilância constante. “Proteger os medicamentos da umidade e do calor é proteger a própria saúde. Armazene sempre em local seco, verifique a validade e procure orientação se notar qualquer alteração”, conclui.
Afya Amazônia
A Afya tem uma forte relação com a Amazônia, com 16 unidades de graduação e pós-graduação na Região Norte. O estado do Acre conta com uma instituição de graduação (Afya Cruzeiro do Sul). Tem ainda onze escolas de Medicina em outros estados da Região: Amazonas (2), Pará (4), Rondônia (2) e Tocantins (3). Além delas, a Afya também está presente na região com 4 unidades de pós-graduação médica nas capitais Belém (PA), Manaus (AM), Palmas (TO) e Porto Velho (RO).
Sobre a Afya
A Afya, maior ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de medicina e 20 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil, e “Valor 1000” (2021, 2023 e 2024) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em http://www.afya.com.br e ir.afya.com.br.
Mais informações em http://www.afya.com.br e ir.afya.com.br.
Comentários
Cotidiano
Jovens de igreja organizam 1ª Corrida Natal Sem Fome e arrecadam 250 kg de alimentos em Epitaciolândia
Iniciativa de quatro líderes de célula contou com apoio da prefeitura, câmara, vereadores e empresas locais; campanha deve continuar com novos eventos neste Natal

Empresas locais também abraçaram a causa, entre elas a Elite Academia e a DS Telecom, além do Grupo Elite Alto Acre, que marcou presença em peso. Foto: captada
A primeira edição da Corrida Natal Sem Fome, realizada na manhã deste domingo (7) em Epitaciolândia, arrecadou mais de 250 quilos de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade no período natalino. O evento foi idealizado e organizado por quatro jovens da igreja MBCI: Fredson Filgueiras, Hércules Oliveira, Gabriel Dursos e Paulo Costa.
A iniciativa nasceu da vontade dos jovens de unir esporte e solidariedade. Eles buscaram apoio de autoridades e empresas locais e receberam adesão imediata. O prefeito Sérgio Lopes garantiu toda a estrutura necessária para a corrida e destacou: “O atletismo é uma modalidade que incentiva a saúde, promove esporte e, acima de tudo, fortalece a solidariedade.”
Também apoiaram o evento o presidente da Câmara, Antônio Rosiclei, e o vereador José Henrique, além de empresas como Elite Academia, DS Telecom e o Grupo Elite Alto Acre.

A mobilização tem sido vista como um exemplo de como a juventude pode liderar transformações sociais a partir da união e do engajamento comunitário. Foto: captada
Os líderes da igreja MBCI, pastor Assis Lopes e pastora Ângela Lopes, parabenizaram os jovens e ressaltaram que ações como essa “contribuem para a construção de uma sociedade mais solidária, humana e comprometida com o próximo”.
Motivados pelo sucesso, os organizadores já planejam novos eventos para ampliar a campanha e garantir um Natal mais digno a ainda mais famílias. A mobilização tem sido vista como um exemplo de como a juventude pode liderar transformações sociais a partir da união e do engajamento comunitário.

1ª Corrida Natal Sem Fome, um evento idealizado e organizado pelos jovens da MBCI Epitaciolândia, com o objetivo de arrecadar alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade neste período natalino. Foto: captada

Motivados pelo sucesso, os organizadores já planejam novos eventos para ampliar ainda mais a campanha e garantir um Natal mais digno para diversas famílias. Foto: captada

O prefeito esteve acompanhado do presidente da Câmara Municipal, Antônio Rosiclei, que também contribuiu para que o evento acontecesse, reforçando a importância de iniciativas que unem esporte e responsabilidade social. Foto: captada






Você precisa fazer login para comentar.