Polícia Civil faz operação nesta sexta-feira (7) para cumprir mandados de prisão contra o grupo. Valor subtraído no esquema pode chegar a R$ 9,5 milhões.

Operação mira funcionários do Banco do Brasil no Acre e Rondônia — Foto: Polícia Civil/Divulgação
Marcus José

As cautelares foram cumpridas nos estados do Acre e Rondonia, nas cidades de Alta Floresta do Oeste, Ji-Paraná, Rio Branco (AC) e Assis Brasil (AC), e contou com o apoio da Polícia Civil do Acre e das Delegacias Regionais de Rolim de Moura e Ji-Paraná.

A Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco 2), deflagrou na manhã desta sexta-feira (7) a Operação Faces da Liberdade, visando dar cumprimento a oito mandados de busca e apreensão em residências e oito prisões temporárias.

As cautelares foram cumpridas nos estados de Rondônia e Acre, nas cidades de Alta Floresta do Oeste, Ji-Paraná, Rio Branco (AC) e Assis Brasil (AC), e contou com o apoio da Polícia Civil do Acre e das Delegacias Regionais de Rolim de Moura e Ji-Paraná.

A ação policial é contra a prática de crimes de peculato, falsificação de documento público, falsidade ideológica e associação criminosa.

A associação criminosa consistia em um conluio entre funcionários do Banco do Brasil e falsificadores, que juntos agiam para subtração de dinheiro depositado em cifras milionárias de pessoas falecidas, lesando, assim, o espólio e o patrimônio dos herdeiros.

O grupo tinha como principal meio de execução, a falsificação de sentenças em processos de inventário e partilha, certidões e escrituras lavradas em cartórios extrajudiciais.

As ordens são cumpridas nas cidades de Alta Floresta D’Oeste (RO), Ji-Paraná (RO), Assis Brasil (AC) e Rio Branco.

Os criminosos, em posse da documentação falsa, procuravam os empregados da agência bancária e faziam o saque das altas quantias. Os empregados, visando dar cobertura à ação dos falsificadores e mediante o recebimento de propina, deixavam de observar uma série de procedimentos de segurança do Banco do Brasil, aceitando a documentação como idônea.

Segundo a Delegacia Especializada, foi possível identificar, até o momento, a subtração de saldo bancário de três contas correntes de pessoas falecidas, com valor total que ultrapassa os R$ R$ 9 milhões.

A Polícia Civil do Acre, por meio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO) prendeu nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira, 7, duas pessoas (uma em Rio Branco e outra em Assis Brasil) acusadas de integrar um grupo criminoso que vinha fraudando documentos e recebendo dinheirode contas do Banco do Brasil.

O golpe

A dinâmica do bando criminoso foi descoberta durante as investigações e consistia na falsificação de sentenças em processos de inventário e partilha e certidões e escrituras lavradas em cartórios extrajudiciais.

Segundo o que foi apurado pela polícia, os criminosos, em posse da documentação falsa, procuravam os empregados da agência bancária (que faziam parte da quadrilha) e faziam o saque das altas quantias. Os empregados, visando dar cobertura à ação dos falsificadores e mediante o recebimento de propina, deixavam de observar uma série de procedimentos de segurança do Banco do Brasil, aceitando a documentação como idônea.

Segundo o que foi divulgado pela Polícia Civil rondoniense, foi possível identificar, até o presente momento, a subtração de saldo bancário de três contas correntes de pessoas falecidas, cujo valor total do dinheiro subtraído é de R$ 9.502.389,27 (nove milhões, quinhentos e dois mil, trezentos e oitenta e nove reais e vinte e sete centavos). Entre os lesados está o espólio do conhecido diplomata, político, professor e escritor brasileiro Affonso Arinos de Mello Franco, falecido no dia 15 de março deste ano.

O nome da Operação remete a uma das grandes obras publicadas por Affonso Arinos quando em vida, chamada As Três Faces da Liberdade.

O nome da operação é uma referência a uma obra literária publicada por Affonso Arino de Mello Franco, um escritor, político, diplomata e escritor brasileiro que teve o espólio lesado no esquema.

A operação Faces da Liberdade é realizada pela 2° Delegacia de Repressão ao Crime Organizado com o apoio da Polícia Civil do Acre.

A reportagem entrou em contato com o Banco do Brasil e a instituição informou estar colaborando com a investigação.

“O Banco do Brasil informa que colabora com as autoridades na investigação do caso, com o repasse de subsídios no seu âmbito de atuação e que segue os trâmites previstos em seu processo de gestão disciplinar para casos de envolvimento de pessoa do seu quadro funcional”.

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